Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Curtas de todos

Quarta, 16 de Junho de 2004 às 06:22, por: CdB

Sábado o Canal Brasil passa durante todo o dia em sua programação grandes curta-metrangens feitos nos últimos anos. São eles: Tropel, de Eduardo Nunes com bela fotografia (é seu melhor trabalho ao lado de Terral); Rota de colisão, de Roberval Duarte, inspirado em Couro de gato (de Joaquim Pedro, parte de Cinco vezes favela), correu o mundo e foi vendido para vários canais europeus; Todo dia todo, filme paulista de Flávio Frederico que conta numa espécie de plano seqüência toda uma vida; e Palace II, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, obra que inspirou o famigerado Cidade de Deus.
 
Com toda uma crescente produção de curtametragistas, que é proporcionada pela facilidade de produção e baixo custo das mídias digitais, o que precisa mesmo é lugar para exibir os filmes da classe. Um tempo aí o Espaço Unibanco estava exibindo curtas antes das sessões. Alguns antigos, como Nelson Cavaquinho, de Leon Hirzsman, e outros da safra atual. Acaba que a maioria de fitas fica restrita a festivais universitários, que não têm um grande apelo e só chama mesmo quem faz os filmes (pelo menos serve para unir esses realizadores).
 
O Curta Brasil, programa exibido na TVE com apresentação de Ivana Bentes, ainda é o maior meio de divulgar um curta. O realizador vai ao programa e debate seu trabalho com um convidado ligado à área. 
 
Acompanhando o progresso das mídias digitais, já existem sites na Internet que se dedicam à exibição desses filmes. Enfim, além de todas essas saídas, ainda falta espaço para o curta-metragem. Mas o problema é que quanto mais saídas de divulgação para a produção de curtas, maior o número de títulos. Certamente, não tem filé para todos. E o curta ainda é só a ponta do iceberg, se pensarmos na quantidade de documentários (em sua maioria ruins) que estão brigando pela ponta do filé.

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