Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Cúpula de Lisboa acerta novo tratado para a UE

Sexta, 19 de Outubro de 2007 às 09:42, por: CdB
Os líderes da União Européia (UE) aprovaram um novo tratado para reformar o bloco, que tem 27 países-membros, nas primeiras horas desta sexta-feira, na capital portuguesa, Lisboa.

Ele deverá substituir a Constituição Européia que foi rejeitada pelo eleitorado da França e da Holanda em 2005.

A assinatura formal foi marcada para 13 de dezembro, em Lisboa. Portugal ocupa no momento a Presidência rotativa do bloco. Se ratificado por todos os integrantes, o tratado entrará em vigor em 2009.

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, que presidiu a cúpula de líderes europeus, disse que a Europa emergiu de uma "crise institucional".

— Com este tratado, a Europa mostra que o projeto europeu está avançando. Agora nós podemos olhar o futuro com confiança — afirmou.

O acordo só foi obtido depois de mudanças para satisfazer Áustria, Bulgária, Itália e Polônia.

A Itália conseguiu uma cadeira extra no futuro Parlamento Europeu, restaurando sua paridade com França e Grã-Bretanha, e a Polônia obteve garantias de que um pequeno grupo de países poderá adiar decisões da União Européia que não o agrada - uma vitória para o governo polonês poucos dias antes de eleições parlamentares no país, de acordo com a correspondente da BBC em Lisboa, Oana Lungescu.

Os poloneses também poderão indicar um advogado geral do Tribunal de Justiça Europeu, assim como outros cinco países europeus de grande porte.

A Áustria conseguiu um entendimento sobre sua tentativa de manter cotas para estudantes estrangeiros, e a Comissão Européia concordou em suspender por cinco anos sua contestação a essa cota.

Já a Bulgária obteve o direito de chamar a moeda comum da União Européia de "evro", em lugar de "euro", respeitando seu alfabeto círílico.

O novo tratado vai tornar mais fácil a tomada de decisões em um bloco que cresceu rapidamente e hoje reúne 27 países.

Ele também vai criar um presidente da União Européia e uma política externa mais robusta para elevar a posição do bloco no cenário global, disse Lungescu.

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