O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez fortes críticas à globalização e ao modelo econômico mundial em seu discurso na Cúpula Extraordinária das Américas, no México. Citou dados das Nações Unidas que mostram o empobrecimento de países em desenvolvimento durante os anos 90 e lembrou a fome e o desemprego na América Latina.
- Estas não são conseqüências secundárias e aleatórias de uma política econômica supostamente sadia e adequada - disse Lula.
- Trata-se, sim, de um modelo perverso que separou equivocadamente o econômico do social, opôs estabilidade a crescimento e divorciou responsabilidade e justiça. - completou.
Para Lula, o resultado desse modelo econômico foi a perda tanto da estabilidade quanto da justiça social.
- Com isso compromete-se a própria estabilidade política. A experiência histórica mostra que o equilíbrio econômico é insustentável sem o equilíbrio social. - disse o presidente.
O desafio do momento, para o presidente, é garantir o desenvolvimento social das nações, diminuindo as desigualdades.
- Devemos trabalhar com um novo conceito de desenvolvimento, em que a distribuição de renda não é mera conseqüência do crescimento, mas sua alavanca fundamental - afirmou.
Lula lembrou o Fome Zero, o Bolsa Família, o microcrédito e o financiamento à agricultura familiar como ações de seu governo em busca da redução das desigualdades.