Rio de Janeiro, 01 de Maio de 2026

Cúpula asiática tenta deter avanço nuclear na Coréia do Norte

Líderes de países do Pacífico querem maiores progressos nas conversas sobre os programas de armas nucleares da Coréia do Norte e o fortalecimento da economia regional, disse o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun. (Leia Mais)

Sábado, 19 de Novembro de 2005 às 13:01, por: CdB

Líderes de países do Pacífico querem maiores progressos nas conversas sobre os programas de armas nucleares da Coréia do Norte e um acordo poderia fortalecer a economia da região, disse o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, neste sábado. Em uma declaração após a cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), Roh disse que os líderes dos países da região aceitaram o progresso obtido até agora, incluindo uma declaração coletiva divulgada em setembro que destaca um pacote de ajuda para desmantelamento.

- Os líderes pediram um progresso substancial nas discussões e em especial na implementação da declaração coletiva sob o princípio de comprometimento por comprometimento e ação por ação - disse o presidente Roh.

Os 21 líderes da Apec - incluindo o presidente norte-americano, George W. Bush e o chinês Hi Jintao - não se referiram à Coréia do Norte em suas conversas na declaração escrita porque eles consideram não ser este um assunto do fórum, que discute o comércio.

Mas eles mencionaram ser necessário "eliminar as ameaças de bombas de destruição em massa". Os seis países envolvidos nas discussões sobre armas nucleares são as duas Coréias mais China, Japão, Rússia e Estados Unidos.

O presidente da Coréia do Sul, que é a favor da reaproximação com a Coréia do Norte, disse que era uma anomalia o nordeste asiático não ter seu bloco econômico regional, apesar da região ter um papel importante no comércio internacional. Ele disse que um acordo com as seis partes ajudaria a abertura da economia da Coréia comunista, que está em uma situação difícil, de acordo com analistas econômicos.

Segundo ele, a abertura da economia da Coréia do Norte serviria "ao interesse de todos".

Representantes dos seis países se encontraram em Pequim neste mês, mas não obtiveram progresso. O próximo encontro não deverá acontecer antes de janeiro, e poucos esperam um acordo em breve.

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