De janeiro a outubro, a Comissão de Projetos Culturais Incentivados da Secretaria de Cultura aprovou mais de 800 projetos, dos quais 182 possibilitaram a captação de 23,5 milhões. O objetivo é fechar o ano de 2004 com o teto da renúncia fiscal estabelecido pela Lei do ICMS em R$ 26 milhões.
- Pela primeira vez este ano, todo valor da renúncia fiscal foi utilizado. Anteriormente, não se usava mais de 50%. O número de empresas patrocinadoras com relação ao ano passado quase dobrou, passando de 24 para 41 - conta o presidente da comissão, Paulo Roberto Direito.
Os números são representativos, levando-se em conta que, em 2003, foram aprovados 596 projetos e a renúncia fiscal representou R$ 13,3 milhões para um total de 90 projetos incentivados.
- Os projetos culturais aprovados e a participação das empresas patrocinadoras têm contribuído para que o nome da Secretaria de Cultura esteja sempre associado ao crescimento das expressões artísticas do estado - explica Paulo Roberto.
Grandes empresas como Telemar, Ambev, Embratel, Claro e TIM compõem o rol das 41 empresas que patrocinam projetos, como o Cultura Nota 10, O Salas de Cinema Populares, o Circuito Rio de Cinema, o Chorando e Sambando, o Estações Musicais, entre outros.
Para o secretário de Cultura, Arnaldo Niskier, o acúmulo de propostas sem patrocínio se deve ao mau dimensionamento delas, com orçamento acima do praticado no mercado.
- Estou fechando acordos e estimulando empresários a saírem do vermelho com o estado, para que possam financiar a cultura - afirmou o secretário.