Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles disse nesta terça-feira que a "cultura inflacionária e mecanismos de indexação formais ou informais ainda persistem na economia brasileira". Durante apresentação dos motivos para as altas taxas de juros perante a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, Meirelles afirmou que o quadro de estabilidade de preços precisa ser consolidado em maior escala.
Ao iniciar seus comentários, o presidente do BC repetiu que "inflação baixa é pré-condição para o crescimento". Ele também sustentou que desde a adoção do sistema de metas de inflação, na média, o panorama de inflação, crescimento e juros melhorou. No período posterior ao Plano Real, mas ainda sem adoção das metas inflacionáris (do 4o trimestre de 1994 ao 2o trimestre de 1999), a inflação média foi de 10,4%, a expansão média foi de 2,0% e a Selic média, de 35,4%, segundo dados apresentados por Meirelles.
Em período após a adoção das metas (do 3o trimestre de 1999 ao 4o trimestre de 2005), essas médias foram de 8,2%, 2,4% e 18,9%, respectivamente. O presidente do BC disse ainda que o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu uma convergência para taxas de inflação mais compatíveis com a dos parceiros comerciais do país e que a trajetória foi revista em momentos de choques.
Alguns economistas defendem uma trajetória mais suave de queda da inflação para garantir mais crescimento do país.