Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Cuba relata primeiro caso do vírus zika no país

Cuba registrou o primeiro caso de zika vírus no país nesta quarta-feira, diagnosticado em uma médica venezuelana

Quarta, 02 de Março de 2016 às 09:45, por: CdB

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de zika uma emergência de saúde pública mundial no dia 1º de fevereiro

Por Redação, com Reuters - de Havana/Brasília:

Cuba registrou o primeiro caso de zika vírus no país nesta quarta-feira, diagnosticado em uma médica venezuelana de 28 anos cujos marido e cunhado haviam contraído a doença em seu país de origem.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de zika uma emergência de saúde pública mundial no dia 1º de fevereiro, apesar de ainda se saber pouco sobre o zika, inclusive se o vírus de fato causa má-formação craniana em recém-nascidos.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de zika uma emergência de saúde pública mundial

A paciente chegou a Cuba em 21 de fevereiro para fazer um curso de pós-graduação em medicina com 37 outras pessoas. Ela relatou febre no dia seguinte e foi diagnosticada com zika na segunda-feira. Ela está hospitalizada e se recupera bem, informou o Ministério da Saúde cubano em comunicado nesta quarta-feira.

O marido dela foi diagnosticado com zika dois meses atrás, e seu cunhado duas semanas antes de ela viajar, segundo o comunicado.

O zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, embora o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) tenha afirmado em 23 de fevereiro que está investigando possíveis casos de transmissão sexual.

O surto se disseminou por grande parte da América Latina e do Caribe, e a OMS estima que o zika poderá afetar até quatro milhões de pessoas na região.

O governo cubano, que há décadas fumiga bairros e residências para combater a dengue -também transmitida pelo Aedes e uma prima próxima do zika, colocou os médicos em alerta para o vírus semanas atrás e intensificou os esforços de erradicação do inseto.

A OMS está investigando uma "forte suspeita" de relação entre o zika e a microcefalia. Não existe vacina nem tratamento para o vírus, e cerca de 80 % das pessoas infectadas não exibem sintomas.

Microcefalia

O Ministério da Saúde vai mudar esta semana o protocolo de notificação da microcefalia, seguindo novos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). Serão notificadas como casos suspeitos de microcefalia meninas que nascerem com o perímetro cefálico menor que 31,5 centímetros e meninos com menos que 31,9 centímetros. Estas medidas são um indício de que a criança tem microcefalia, uma malformação irreversível no cerebro. Para a confirmação do diagnóstico, são necessários exames que mostrem se o cérebro está comprometido.

Inicialmente, a pasta usava 33 centímetros como  ponto de partida. Em seguida, passou a adotar os critérios da OMS e começou a notificar como casos suspeitos meninos e meninas com menos de 32 centímetros de perímetro cefálico. Este ainda é o critério usado. O anúncio da mudança deve sair nesta quinta-feira.  “O que já está notificado a gente vai submeter aos exames; agora vamos ter um rigor maior nas novas notificações”, explicou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em evento na embaixada da França, na qual os dois países fizerm uma declaração de intenções de firmarem parcerias em pesquisas relacionadas ao vírus zika.

A Polinésia Francesa, território francês, foi o primeiro lugar a registrar uma epidemia de zika, em 2014. Desde então, a França começou a pesquisar o vírus.

Atualmente, o Brasil tem parcerias com os Estados Unidos em várias vertentes. Entre elas, o desenvolvimento da vacina contra o vírus zika, de tratamentos para a infecção e também de tecnologias de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor do zika e da dengue.

Boletim divulgado na terça-feira pelo Ministério da Saúde confirmou 641 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Outros 4.222 casos suspeitos estão sendo investigados em todo o país.

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