Cuba não participará do Mundial de Boxe, que acontece em Chicago e assegura algumas vagas para os Jogos Olímpicos de Pequim-2008, para evitar novos casos de deserções de seus pugilistas, segundo comunicado emitido pela federação local nesta quarta-feira.
A possibilidade já tinha sido aventada no início deste mês pelo ditador cubano, Fidel Castro, depois que os boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara desertaram durante os Jogos Pan-Americanos, no Rio, --mas depois voltaram ao país e foram proibidos de competir.
"Não vamos expor novamente uma equipe cubana de boxe às provocações que suscitariam em Chicago, território norte-americano, local ideal para que empresários atuem livremente com total cumplicidade das autoridades norte-americanas", afirma o comunicado.
Os boxe é um dos esportes que mais ocasiona desertores cubanos, já que a cada competição que disputam fora da ilha caribenha, os boxeadores são atraídos por bolsas milionárias.
Cuba tem uma história de sucesso no boxe olímpico. A ilha caribenha já teve 32 títulos em Jogos Olímpicos, mesmo não tendo participado da edição de Los Angeles, em 1984, e Seul, em 1988. Além disso, possui 62 campeões em Mundiais adultos.