Em um comunicado publicado no diário cubano Granma, nesta quinta-feira, o governo de Cuba acusa a missão diplomática dos EUA, em Havana, de se passar por um "Estado-Maior da contra-revolução" e reafirma o direito de o país "responder" às provocações sustentadas pelo governo norte-americano. No início dessa semana, o governo cubano passou a controlar as Damas de Branco, um grupo dissidente da revolução cubana, programado para realizar atos de protesto, "coordenados por homens da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), infiltrados em solo cubano", afirmou uma fonte na Ilha.
"A Seção de Interesses dos EUA em Havana (Sina) tornou-se uma ponta-de-lança da política subversiva do governo norte-americano e fortaleceu seu papel como Estado-Maior da contra-revolução interna", acusa, em nota, a chancelaria cubana. O ponto de ebulição nas relações entre as Damas de Branco, a Embaixada dos EUA e o governo cubano ocorreu após um protesto dos "mercenários" realizado na praça da Revolução de Havana, a apenas alguns quarteirões da sede do governo cubano.
"O Ministério das Relações Exteriores denuncia a total responsabilidade do governo dos EUA por esses acontecimentos. Cuba reafirma seu direito de impedir e neutralizar essas provocações, além de seu direito de responder a essas provocações, arquitetadas, financiadas e incentivadas pelo governo dos EUA e sua Seção de Interesses, em Havana", afirma o comunicado.