Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Cuba entregou cerca de 70% Dde terras ociosas aos agricultores

Terça, 19 de Julho de 2011 às 07:04, por: CdB

HAVANA, 19 JUL (ANSA) - O governo de Cuba entregou a moradores da zona rural da ilha 67,7% das terras estatais que estavam ociosas desde 2007 para estimular a produção nacional de alimentos e reduzir a dependência de importações de produtos primários.
   
Apenas no primeiro semestre deste ano, houve 15.975 pedidos de entrega de terras, sendo que 12.795, ou 80%, foram aprovadas pelas autoridades.
   
De acordo com um informe oficial divulgado hoje, cerca de 1.286.300 hectares de terras foram cedidas a produtores rurais privados, que terão direito de exploração sobre elas por dez a 25 anos.
   
Atualmente há em Cuba 1,9 milhão de terras improdutivas na mão do Estado, sendo que a ilha tem um território de pouco mais de 11 milhões de hectares.
   
Segundo o diretor adjunto do Centro Nacional de Controle da Terra (CNCT), Aníbal Núñez, do total de terras entregue aos produtores, 77,1% "estão em uso". O Ministério da Agricultura pretende fazer uma nova inspeção em breve para atualizar os números sobre as terras improdutivas.
   
No entanto, nesse período de três anos, nove mil agricultores tiveram que devolver as terras por razão de falta de produtividade, uma vez o governo concede um prazo de dois anos para iniciar a produção nas concessões.
   
A concessão de terras ociosas para produtores privados começou a ser realizada desde o início do governo de Raúl Castro como uma das medidas para estimular a economia do país.
   
A medida se insere em um pacote de mudanças econômicas que visam, segundo a atual cúpula das autoridades cubanas, "atualizar o socialismo", que inclui permissão de trabalhos privados para determinados setores da economia, como restaurantes, comércio de imóveis, de produtos agrícolas, taxistas e transporte de cargas. No total, são 178 atividades liberados para o setor privado apenas em 2010.
   
Ao mesmo tempo, o Estado cubano também demitiu 500 mil pessoas em seis meses, e deve demitir até 1,3 milhão em três anos. Antes das medidas, 3 milhões dos 5 milhões de trabalhadores da ilha estavam empregados em serviços estatais.
   
Esta é a maior abertura ao setor privado que ocorre na ilha desde o início da década de 1990, quando a ilha passou por uma série crise econômica com a queda da União Soviética, que auxiliava o país economicamente. (ANSA)


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