Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Cuba amplia reforma agrária para aumentar produção de alimentos

O Governo cubano consolida a reforma agrária na ilha ao entregar aos trabalhadores inscritos em um programa de reassentamento rural cerca de um milhão de hectares de terras ociosas. O projeto é um dos carros-chefe da ação política liderada por Raúl Castro, que substituiu o premiê Fidel Castro na Presidência do país. (Leia Mais)

Domingo, 22 de Março de 2009 às 15:04, por: CdB

O Governo cubano consolida a reforma agrária na ilha ao entregar aos trabalhadores inscritos em um programa de reassentamento rural cerca de um milhão de hectares de terras ociosas. O projeto é um dos carros-chefe da ação política liderada por Raúl Castro, que substituiu o premiê Fidel Castro na Presidência do país. A agricultura no país, no entanto, ainda não funciona, porque é "uma corrente com muitos de seus elos enferrujados", segundo reportagem publicada em um jornal local.

O diário Juventud Rebelde, em sua reportagem, detalha que os cubanos que receberam terras em usufruto, muito por culpa do cerco à república comunista imposto pelos EUA, encontram dificuldade para colocá-las em produção, conseguir ferramentas de lavoura e sementes, e para comercializar as colheitas.

"O processo precisa de melhor estruturação. Os agricultores começam a fazer parte do grande sistema da agricultura cubana, uma corrente com muitos de seus elos enferrujados que nem sempre se articulam bem", afirmou o jornal.

O Juventud Rebelde acrescenta que "grande parte das terras entregues (...) chegaram ao mês de março sem estar prontas para o cultivo".

O objetivo da reforma agrária promovida por Raúl Castro é aumentar a produção de alimentos, já que Cuba importa mais de 80% do que é consumido por seus 11,3 milhões de habitantes, a um custo anual que supera US$ 2,5 bilhões.

O Governo anunciou a entrega de terras em abril de 2008, em julho emitiu o decreto respectivo, e no fim de setembro começaram os trâmites para distribuí-las a camponeses, associações e cooperativas.

A reforma não muda a titularidade da terra, que continua sendo estatal, mas as pessoas físicas as recebem em usufruto por 10 anos e as jurídicas por 25. Nos dois casos, haverá uma revisão anual de contrato e cumprimento de metas, e com a possibilidade de prorrogação por períodos similares.

Os beneficiados devem acertar com as autoridades os planos de produção de cada parcela, e 90% do colhido deverá ser vendido ao Estado por um preço fixo.

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