A tendência é de queda nos preços do aço, mas ainda assim os valores médios esperados para este ano se manterão superiores aos de 2004. A opinião é do presidente da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), José Armando Campos, que expressou preocupação com a queda da demanda no mercado interno e em outras partes do mundo.
- Realmente há um desaquecimento (no Brasil), motivo de varias sinalizações que nós vínhamos passando para o governo há muito tempo - disse Campos, que também preside o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). De acordo com ele, por cinco meses consecutivos as avaliações já apontavam para esse desaquecimento, essa reversão de tendência no mercado doméstico.
Ele citou que vários setores consumidores industriais de aço vêm experimentando queda e disse ver risco de não renovação dos contratos de exportação de manufaturados que estão terminando devido ao câmbio valorizado. Dados divulgados pelo IBS apontam queda em abril de oito por cento nas vendas de aços longos e redução de 13% em aços planos na comparação com março.
O executivo disse ainda que os estoques em distribuidores de aço chegam a representar até seis meses de vendas, mais que o dobro dos níveis considerados normais, de dois meses e meio.
Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026
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