A expectativa de que Cruzeiro e Flamengo fariam um jogo de muito equilíbrio na decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, com Mineirão lotado, não resistiu a mais que um minuto de bola rolando. O gol de Deivid facilitou a tarefa celeste e abriu o caminho da vitória, por 3 x 1, que confirmou a conquista do título da competição e da primeira vaga brasileira à Libertadores de 2004. Será a nova vez que o Cruzeiro disputará a competição sul-americana, que foi conquistada duas vezes. Ao entrar em campo, nesta quarta-feira, a Raposa disputou sua 31ª final em 13 anos e deixou o gramado com o seu 19º título assegurado. Foi a quarta vez que a equipe mineira ganhou a Copa do Brasil, enquanto o Flamengo não conseguiu chegar ao seu segundo título. Os jogadores do rubro-negro entraram em campo de mãos dadas, mas a aparente união antes do início do jogo durou pouco. Empurrado por cerca de 75 mil torcedores, o Cruzeiro começou em um ritmo alucinante, ignorando completamente a vantagem de conquistar o título com o empate em 0 x 0. O resultado dessa estratégia foi o gol de cara. Alex cobrou falta, da esquerda, a bola fez uma curva e encontrou o atacante Deivid, completamente livre na área adversária, beneficiando-se de um erro de posicionamento do lateral-esquerdo Athirson. O artilheiro cruzeirense não precisou nem mesmo sair do chão para colocar, de cabeça, a bola nas redes. O gol desconcentrou totalmente o time visitante, que veio armado por Nelsinho Baptista de forma mais ofensiva, que no primeiro jogo disputado no Maracanã, quando só empatou aos 48min do segundo tempo. Ele aboliu o 3-5-2 e voltou ao tradicional 4-4-2, com dois baianos na equipe, o meia Fábio e o atacante Fernando, herói do domingo passado. O Cruzeiro, com os jovens Gladstone e Jardel na zaga e na cabeça de área, respectivamente, manteve-se tranqüilo, mas não deixou de atacar. O domínio era absoluto. A Raposa jogava bola, enquanto o Flamengo tentava correr atrás dela. O segundo gol saiu naturalmente, aos 15min, e em uma jogada semelhante ao do primeiro: Alex cobrou falta da esquerda e Aristizábal subiu com estilo, para marcar também de cabeça. A torcida celeste, que fazia barulho ensurdecedor com os 50 mil apitos distribuídos pela diretoria do clube, fazia festa na arquibancada e dentro de campo o jogo continuava favorável à equipe de Luxemburgo. Nelsinho decidiu abrir definitivamente o seu time e colocou o meia Igor no lugar do volante André Gomes. "Vou tentar aumentar a velocidade e me encostar mais nos atacantes", comentou Igor. O Flamengo teve duas chances para diminuir o placar, aos 21min e 24min, com Fernando Baiano e Edílson, mas não conseguiu fazer. O time carioca continuava perdido em campo, o que podia ser sentido por discussões entre jogadores, como num bate-boca entre o zagueiro André Bahia e o goleiro Júlio César. No final do primeiro tempo, o zagueiro Fernando desabafou: "O time tem de jogar e não ficar falando". O Cruzeiro soube tirar proveito da desarrumação do adversário e marcou mais um. Aos 28min. Como nos dois primeiros, Alex cruzou alto sobre a área flamenguista. A zaga falhou e Luisão, de cabeça, colocou nas redes. A diferença é que o meia celeste cruzou da direita. Três minutos depois, os cruzeirenses, especialmente Luxemburgo, reclamaram muito de um pênalti não marcado pelo árbitro Paulo César de Oliveira. Apesar da folgada vantagem no placar, eles custaram a aceitar o fato de o juiz não assinalado o toque de mão de Fernando dentro da área do Flamengo. Com 3 x 0 no marcador, o Cruzeiro voltou para o segundo tempo com o mesmo time e também sem mudar o discurso. "Tem muito jogo ainda e vamos continuar jogando sério para sair com o título", afirmou o meia Márcio, antes de entrar no lugar de Wendell, que sofreu um traumatismo forte no tornozelo esquerdo e deixou o gramado chorando. O futebol também não mudou. Em nove minutos, o time celeste desperdiçou quatro chances para chegar ao segundo gol, duas vezes com Alex, u
Cruzeiro arrasa o Fla no Mineirão
A expectativa de que Cruzeiro e Flamengo fariam um jogo de muito equilíbrio na decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, com Mineirão lotado, não resistiu a mais que um minuto de bola rolando. O gol de Deivid facilitou a tarefa celeste e abriu o caminho da vitória, por 3 x 1, que confirmou a conquista do título da competição e da primeira vaga brasileira à Libertadores de 2004. (Leia Mais)
Quarta, 11 de Junho de 2003 às 20:55, por: CdB