Rio de Janeiro, 15 de Março de 2026

Cruz Vermelha sofre seqüestro em massa no Iraque

Homens armados realizaram seqüestro em massa no escritório iraquiano da agência humanitária Cruz Vermelha, em Bagdá, levando cerca de 30 funcionários e visitantes, todos homens. (Leia Mais)

Domingo, 17 de Dezembro de 2006 às 09:52, por: CdB
Homens armados realizaram seqüestro em massa no escritório iraquiano da agência humanitária Cruz Vermelha, em Bagdá, levando cerca de 30 funcionários e visitantes, todos homens.

Usando uniformes semelhantes aos do comando especial do Ministério do Interior, eles chegaram ao local em um grande comboio de veículos da polícia iraquiana e invadiram o escritório da agência, dizendo que foram enviados para checar o local.

Logo após entrar no prédio, eles separaram os homens das mulheres. Três guardas iraquianos da embaixada da Holanda, localizada nas proximidades do escritório da Cruz Vermelha, também foram levados.

O Ministério do Interior informou que nenhuma de suas unidades estava trabalhando na área no momento do crime.

Resgate

Este é o mais recente de uma série de seqüestros que vêm sendo registrados no Iraque e ocorre no momento em que o primeiro-ministro britânico Tony Blair realiza uma visita ao país.

Na quinta-feira, homens com uniformes militares seqüestraram cerca de 70 pessoas em uma área comercial em Sanak, também em Bagdá. Pelo menos 20 foram libertados em seguida.

Muitos seqüestros têm sido atribuídos às milícias xiitas, disfarçadas de unidades de comando da polícia iraquiana.

Porém, também existem suspeitas de que integrantes das milícias estejam infiltrados na polícia, segundo o correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir.

Gangues criminosas em busca de resgates também estão entre os responsáveis pelos seqüestros.

A Cruz Vermelha iraquiana, a maior agência humanitária no país, já foi alvo de ataques de insurgentes.

Na sexta-feira, a organização também acusou soldados americanos de atacar seu escritório e alguns de seus veículos.

A Cruz Vermelha, que tem mil funcionários e cerca de 200 mil voluntários, é o único grupo humanitário que trabalha em todas as 18 províncias iraquianas.

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