A Cruz Vermelha fez um apelo nesta segunda-feira por uma trégua entre as tropas do Exército do Líbano e militantes islâmicos que estão em combate em um campo de refugiados palestinos no norte do país.
Virginia Dela Guardia, porta-voz da organização, disse que é preciso criar um "corredor humanitário" urgentemente para que as agências de auxílio possam chegar às áreas mais afetadas.
Pelo menos oito civis já foram mortos no campo de Nahr al-Bared, nos arredores da cidade de Trípoli. Entre soldados libaneses e militantes, mais de 50 pessoas já morreram nos últimos dois dias de confronto.
Estima-se que cerca de 40 mil civis ainda estejam no campo de refugiados, que nesta segunda-feira foi atingido por disparos de canhão que visavam militantes dentro do acampamento.
Dezenas de pessoas teriam sido feridas na ofensiva.
Pior conflito em 17 anos
Os episódios de violência interna no país vêm sendo descritos como os mais intensos desde o fim da guerra civil, há 17 anos.
Nos combates de domingo, mais de 20 soldados e 20 militantes morreram, além de um número não confirmado de civis.
O ministro da informação, Ghaza Aridi, disse que o Exército vai "caçar" os grupos militantes.
Aridi disse que entre os militantes mortos no domingo há "líderes importantes que já realizaram grandes ataques e estavam planejando outros".
Autoridades libanesas disseram à imprensa que um dos militantes mortos era procurado pela Justiça alemã, acusado de ter participado do planejamento de um ataque (que acabou não sendo realizado) contra trens na Alemanha.
Os confrontos começaram em Trípoli e depois se espalharam para o campo de Nahr al-Bared, onde está baseado o grupo sunita Fatah al-Islam, que supostamente teria ligações com a rede Al-Qaeda e com a inteligência síria.