Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Cruz Vermelha permanecerá uma década nas regiões afetadas pelo maremoto

Sexta, 04 de Março de 2005 às 03:50, por: CdB

A Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho permanecerão por "toda a década", e inclusive mais, nas regiões afetadas pelo maremoto de 26 de dezembro, asseguraram, nesta sexta-feira, representantes da organização, que estuda em Hong Kong como enfrentar as conseqüências da catástrofe.

Pelo menos cem delegados de 44 sociedades nacionais desta agência projetam, desde ontem e até amanhã, a forma de coordenar "a maior tarefa humanitária que se lembra", em palavras do presidente da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, o espanhol Juan Manuel Suárez del Toro.

Os planos, que serão implementados em praticamente a totalidade dos países devastados pelo maremoto em um prazo de cinco a dez anos, compreenderão tratamento de águas, auxílios médicos, assistência aos refugiados, formação do pessoal local, gestão de riscos futuros e reabilitação de comunidades.

- O mais importante é ajudar a restabelecer suas formas de vida, e por isso é importante envolver as comunidades locais. - apontou Ole Johan Gauge, responsável pela federação na Indonésia, o país mais afetado pelo cataclismo.

Na reunião, à qual estão presentes igualmente representantes da ONU e outras organizações humanitárias, "será dada a bênção aos planos desenvolvidos durante as semanas anteriores", segundo a diretora do departamento de cooperação de Cruz Vermelha Espanhola, Mercedes Babé.

Desde os primeiros momentos que seguiram ao "tsunami" (onda gigante), a Cruz e o Crescente Vermelho facilitaram ajuda de urgência às primeiras vítimas e transportaram de imediato pessoal técnico e ferramentas para trabalhar nas tarefas de auxílio.

A instituição conta na atualidade com 22.000 voluntários sobre o terreno, em lugares como Indonésia, Somália, Maldivas ou Sri Lanka.

Não existe ainda uma cifra oficial do número exato de falecidos pelo maremoto, mas dados provisórios assinalam que na Indonésia houve 121.219 mortes e 114.897 desaparecidos; no Sri Lanka, 39.000 mortos e 6.000 desaparecidos; e na Índia, 12.500 mortos e 11.500 desaparecidos, citando apenas as nações mais afetadas.

O ex-presidente americano Bill Clinton calculou que a reconstrução das zonas devastadas custará de 11 a 12 bilhões de dólares, durante uma viagem que realizou por Tailândia, Indonésia, Maldivas e Sri Lanka no mês passado a pedido da ONU para obter fundos.

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