Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Cruz Vermelha afirma estar em alerta sobre cidade sitiada na Síria

A Cruz Vermelha afirmou estar alarmada em relação à cidade sitiada de Qusair, na Síria. A instituição fez um apelo para ter acesso imediato ao local com o objetivo de levar ajuda às vítimas do conflito. Milhares de civis estariam presos na cidade, que fica próxima à fronteira com o Líbano.

Domingo, 02 de Junho de 2013 às 08:29, por: CdB
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Cerco de forças do governo e do Hezbollah estaria causado falta de alimentos em Qusair
A Cruz Vermelha afirmou estar alarmada em relação à cidade sitiada de Qusair, na Síria. A instituição fez um apelo para ter acesso imediato ao local com o objetivo de levar ajuda às vítimas do conflito. Milhares de civis estariam presos na cidade, que fica próxima à fronteira com o Líbano. A batalha entre forças governistas e rebeldes praticamente acabou com as reservas de suprimentos médicos, comida e água na região, segundo a Cruz Vermelha. A Rússia teria bloqueado uma "declaração de alarme" da ONU sobre Qusair. O rascunho da declaração do Conselho de Segurança alertava sobre uma "grande preocupação sobre a situação de Qusair, especialmente em relação ao impacto sobre os civis durante o conflito". Declarações do Conselho de Segurança como essa devem ser aprovadas por unanimidade por seus membros. Uma fonte diplomática afirmou que a Rússia se opôs ao texto porque a ONU não teria afirmado quando a cidade foi capturada pelos rebeldes. Civis cercados Um ativista opositor ao regime de Bashar al-Assad afirmou à agência britânica de notícias BBC na sexta-feira que os cerca de 30 mil moradores permaneciam na cidade. A ONU afirmou que 10 mil pessoas conseguiram sair da região. Localidades controladas pelos rebeldes estariam efeivamente isoladas por forças do governo e combatentes do Hezbollah. Uma declaração do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) afirma que a entidade está “alarmada” por relatos de civis sitiados e pronta para entrar na cidade imediatamente para ajudar as vítimas. "Civis e feridos correm o risco de pagar um preço pesado se a luta continuar", disse o responsável pelas operações do CICV na região, Robert Mardini. O escritório do secretário geral da ONU fez um apelo para que as partes em conflito deixem os civis abandonarem o local. O correspondente da BBC em Genebra, Imogen Foulkes, afirmou que o fato de tanto a ONU como o CICV terem voltado suas atenções para a questão é um indicativo de que a situação na cidade se torna desesperadora. Os confrontos em Qusair se intensificaram no mês passado quando militantes do Hezbollah o grupo libanês apoiado pelo Irã se juntaram às forças de Bashar al-Assad. Reforços do grupo rebelde Exército Livre da Síria teriam conseguido chegar à região pelo nordeste da cidade, para dar apoio a seus defensores. Sunitas Alguns sunitas do Líbano também cruzaram a fronteira para lutar ao lado dos rebeldes cujas fileiras são compostas majoritariamente pela maioria sunita da Síria. No sábado o influente clérico muçulmano Yusuf al-Qaradawi pediu aos sunitas do oriente médio que se juntem à batalha contra o presidente Assad. Ele disse em um evento em Doha que o Irã e o Hezbollah, os principais aliados de Assad, querem exterminar os sunitas. Ativistas do grupo Observatório Sírio de Direitos Humanos, contrários a Assad e baseados na Grã-Bretanha, afirmaram que os rebeldes se preparam para tentar repelir um novo ataque. Ao menos 15 blindados do Exército sírio se reuniram no norte da cidade, segundo Rami Rahman, o diretor da organização. - As forças do regime estão reforçando suas posições no norte da cidade, incluindo o aeroporto de Dabaa e Jawadiya - disse. Qusair, que fica a dez quilômetros da fronteira libanesa, é considerada uma central logística e rota para o contrabando de armas para a Síria. A cidade também está localizada perto da principal rodovia que conecta a cidade de Homs com a capital Damasco.
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