Rio de Janeiro, 06 de Outubro de 2026

Criticas improcedentes e descabidas às medidas econômicas

Sexta, 29 de Julho de 2011 às 06:15, por: CdB

Desde ontem alguns analistas, ex-presidentes do Banco Central (BC) e outro articulista frequente na mídia, ex-presidente do BNDES, Luís Carlos Mendonça de Barros - no Jornal do Comércio de Porto Alegre, hoje, "O governo e a batalha do câmbio" - criticam as medida adotadas pelo governo no mercado futuro de câmbio, de derivativos, contra a especulação e contra uma maior apreciação do real.

Com todo o respeito que me merecem as críticas contrárias aos meus pontos de vista e ainda que elas enriqueçam o debate, estes questionamentos deles não procedem. São descabidos quando os Estados Unidos discutem, por exemplo, aumentar o limite de sua dívida pública (para além de US$ 14 trilhões), que já é maior que o PIB, e se recusam a fazer um ajuste fiscal.

Nos EUA o déficit público está elevadíssimo, já é superior a 10% do PIB. Toda uma situação, dívida e déficit, que ameaça programas sociais e a retomada do crescimento da economia e do emprego. Na Europa, depois de meses de resistência a Alemanha e a França por fim aceitaram o óbvio, a reestruturação da dívida da Grécia. Mesmo assim há pressões para que os europeus avancem ainda mais no programa de resgaste e ajuda ao país helênico.

Como vemos são tempos difíceis e a situação mundial é grave. Não se sabe - ninguém sabe - como os países vão reagir ao aumento generalizado da inflação. Assim, em tempos de exceção o natural são também respostas heterodoxas, e principalmente, a defesa do interesse nacional e do crescimento, como fez o governo brasileiro. Sem isso não se equaciona nenhum dos problemas que enfrentamos.

Particularmente em um país com as características e estágio de desenvolvimento do Brasil, com um mercado interno e regional com grande potencial, demanda não apenas de consumo, mas de investimentos, uma economia que precisa dar um salto tecnológico e cuja logística exige investimentos capazes de sustentar o crescimento virtuoso da renda e do emprego.


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