No tocante as contas públicas e gastos orçamentários governamentais (leiam post acima), insisto, não há razão para as críticas da oposição, da mídia conservadora nativa e d'além, e agora do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).
Não tem sentido o FMI e cia - as de lá de fora e as daqui de dentro - pedirem que países como o Brasil, China e Índia gastem menos, valorizem suas moedas e aumentem os juros, enquanto os desenvolvidos tomam medidas para reativar sua economia, tem juro negativo, e neste bloco, os Estados Unidos emitem trilhões de dólares.
Nem se pode comparar nossa situação com a da Europa - infelizmente, é o que está ocorrendo muito em Davos. Mas, os países do velho continente, depois da farra dos anos 2000 e da crise financeira de 2008-2009 foram obrigados a tomar medidas recessivas para enfrentar a alta dívida pública e o risco real de falência como aconteceu na Irlanda, e agora ameaça a Espanha e Portugal.
Fora o fato de que nossas economias não podem se guiar pelos mesmos parâmetros que os seguidos pelos EUA e a União Européia, (UE) já que vivemos situações completamente diferentes. Basta olhar déficit público, superávit fiscal, juros, inflação e o câmbio de ambos.
EUA e UE têm dívidas públicas descontroladas e altíssimas, fora a desenfreada emissão de moeda que adotaram para evitar a falência dos bancos e empresas durante a crise financeira.