Uma semana antes da convenção democrata, os membros do partido elevaram o tom das críticas contra o presidente republicando, George W. Bush, na última segunda-feira, acusando-o de ter mentido descaradamente sobre o Iraque e fracassado em sua tarefa de proteger os Estados Unidos da ameaça terrorista.
- Bush mentiu descaradamente para justificar a guerra no Iraque - denunciou o ex-senador da Geórgia Max Cleland, co-presidente do estado-maior da campanha do candidato democrata à Casa Branca, John Kerry.
Durante entrevista, Cleland não poupou palavras para descrever como um "pacote de mentiras" os argumentos usados pela administração Bush para lançar a guerra, em março de 2003, sob o pretexto de que o Iraque possuía armas de destruição em massa e que Saddam Hussein tinha vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda.
Segundo Cleland, os responsáveis por esta mentira são "o presidente, o vice-presidente (Dick Cheney) e o secretário de Defesa (Donald Rumsfeld)".
- Por que Bush declarou a guerra? Porque segundo ele seu pai foi um presidente que não conseguiu vencer Saddam Hussein - disse Cleland, referindo-se à Guerra do Golfo, em 1991.
A oposição democrata também criticou a Casa Branca sobre a segurança interna, denunciando "enormes falhas", antes da publicação na próxima quinta-feira do relatório da comissão independente encarregada de investigar os atentados de 11 de setembro de 2001.
De acordo com os senadores que desempenham papel importante na campanha de Kerry, este relatório mostra a necessidade de mudança de direção na Casa Branca.
- O presidente Bush tornou este país mais seguro depois do 11 de setembro? Minha resposta é definitivamente não - declarou o senador Bob Graham (Flórida), ex-presidente da comissão de inteligência da Câmara Alta.
Críticas a governo Bush são intensificadas
Terça, 20 de Julho de 2004 às 01:00, por: CdB