A CIA (agência de inteligência americana) se defendeu, na última quinta-feira, das críticas contidas no relatório da comissão que investigou os atentados de 11 de setembro de 2001 e disse que, antes de eles ocorrerem, alertou diversas vezes para o risco de que terroristas poderiam usar aviões seqüestrados.
- A CIA informou regularmente sobre ameaças à aviação civil, inclusive seqüestros - disse uma importante fonte da agência de espionagem, que também recebe críticas pelos erros nas informações que obteve a respeito das armas de destruição em massa do Iraque antes da guerra.
A comissão disse que a CIA agiu com métodos "da Guerra Fria" e não compreendeu que os aviões seqüestrados poderiam ser usados como mísseis. Para os autores do relatório, um dos principais problemas do governo foi a "falta de imaginação".
- Não podíamos compreender que as pessoas queriam nos matar, queriam seqüestrar aviões para lançá-los contra prédios importantes - disse Lee Hamilton, vice-presidente da comissão.
- Quem define as políticas não teve a imaginação para pensar nesse tipo de cenário. Havia pistas aqui e em vários lugares, mas como um todo o governo não percebeu o cenário em potencial que ocorria - acrescentou ele.
Mas o funcionário da CIA disse, sob condição de anonimato, que em 1999 a agência informava à Administração da Aviação Civil que "Osama bin Laden continuava interessado em atacar interesses dos EUA, inclusive no território americano".
- Ele está bem preparado para considerar seqüestros e também explosões de bombas - disse o informe à época.
Crítica da comissão do 11/9 é rejeitada por funcionário da CIA
Quinta, 22 de Julho de 2004 às 22:19, por: CdB