Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

Crítica compara Moore a cineasta preferida de Hilter

Terça, 29 de Junho de 2004 às 19:04, por: CdB

O filme de Michael Moore, Fahrenheit 11 de Setembro, critica o governo de George W. Bush pela guerra no Iraque. O cineasta deixou claro que deseja que o documentário leve Bush a uma derrota nas próximas eleições presidenciais, em novembro.

Claudia Puig, do jornal USA Today, afirmou que Fahrenheit 11 de Setembro é "o filme do ano". -O ataque pungente que o documentário faz à guerra no Iraque e à Presidência de George W. Bush é informativo, provocativo, amedrontador, convincente, engraçado e, principalmente, divertido- diz Puig.

Já o comentarista Gideon Yago, da MTV, fez vários elogios a Fahrenheit 11 de Setembro, mas afirmou que "Moore apresenta um argumento persuasivo, porém imperfeito".

- Há alguns momentos em que Moore faz uma espécie de sensacionalismo à maneira de Leni Riefenstahl, mostrando imagens de uma criança iraquiana ferida sendo submetida a uma cirurgia na cabeça, enquanto Donald Rumsfeld fala sobre armas de alta precisão- disse Yago, referindo-se à cineasta preferida de Adolf Hitler, que fez filmes de propaganda nazista.

O grupo conservador, Citizens United (Cidadãos Unidos), pediu para a Comissão Federal Eleitoral investigar se os anúncios do filme não violam as novas leis de financiamento de campanha.

Moore disse que o documentário não endossa a candidatura do democrata John Kerry. Pelo contrário, faz críticas a ele e a outros importantes democratas, por não desafiarem o presidente Bush.

A Casa Branca não tem se pronunciado sobre o filme, apesar de seu diretor de comunicações, Dan Bartlett, ter dito que a produção é "ousadamente falsa".

 

 

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