O cantor Lobão, com uma coragem raramente vista, teceu algumas críticas ao mito sagrado da intelectualidade brasileira, o irmão da Ministra da Cultura, Chico Buarque (de Holanda). Nelso Motta destaca que o irmão da Ministra não fez sucesso fora dos círculos da elite. De Lobão, sobre Chico Buarque: "Eu acho o Chico Buarque um horror, um equívoco, um chato, um parnasiano. O Olavo Bilac é muito mais moderno que ele. Ele faz uma música anêmica, sem energia, sem vivacidade, parece que precisa tomar soro. A Bossa Nova é a mesma coisa, uma música easy listening, que toca em loja de departamento quando a gente vai comprar uma meia". De Nelson Motta, sobre a irrelevância de Chico Buarque: "As pessoas acham que quem fazia sucesso na década de 70 era Chico Buarque e Caetano Veloso. Errado, eles só eram ouvidos pela classe média alta. Quem vendia mesmo e fazia mais shows eram Waldick Soriano, Odair José, Antonio Marcos" E eram músicos muito corajosos. Em plena ditadura, o Agnaldo Timóteo teve a coragem de gravar uma música chamada Galeria do amor, sobre a Galeria Alaska, em Copacabana, um ponto de encontro gay. Por Joel de Oliveira 31/05/2011 às 10:46