Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2026

Critérios evangélicos para una Pastoral Inclusiva em HIV

Terça, 05 de Julho de 2011 às 08:26, por: CdB

Tradução:ADITAL

Encontro ecumênicosobre o HIV e grupos vulneráveis
(Mc.10-46-52; Lc. 15.11-32; 9.1-41; Atos 8.26-40)

Convocadospela Ação Ecumênica e pela Mesa Nacional do Conselho Latino-americano deIgrejas (Clai), na Venezuela, com o apoio do pastor Lisandro Orlov, Onusida,Unfpa e com a participação de Pastoras/ES, Mulheres, Homens e Jovensprocedentes das Igrejas: Presbiteriana, Anglicana, Metropolitana (ICM),Luterana, Livre, Católica e religiosas/os e organizações com trabalho em HIV,como a Pastoral Vida e Esperança, Fundação Projeto Vida, nos reunimos emCaracas, na sede da Ação Ecumênica, de 23 a 26 de junho, com o propósito derefletir bíblica, teológica e pastoralmente sobre Os Critérios Evangélicos parauma Pastoral Inclusiva em HIV. Durante esse encontro fomos desafiadas/os pelotexto bíblico e de maneira muito especial pelo ministério pastoral escandalosode Jesus de Nazaré que adotamos como lugar teológico, a partir de onde nossituamos para desenvolver nosso caminhar e desafios pessoais, comunitários esociais. Nesse sentido, nos comprometemos a:

NO PESSOAL:

Romperparadigmas com inclusão incondicional, a fim de desenvolver uma escuta ativa econstante dos grupos vulneráveis;

Reconhecernossos preconceitos e vulnerabilidades para superar os medos e obstáculos quenos impedem de participar em processos de acompanhamento e formação,reconhecendo a dignidade das pessoas e que Deus nos ama como somos.

Admitirnossa necessidade de fazer uma releitura da palavra em Jesus e de nossarealidade, para o qual é necessário desaprender para aprender.

Mudare cuidar nosso léxico ao referir-nos à realidade da AIDS e da DiversidadeSexual, para o qual é necessário tomar consciência da realidade do outro/a.

Acompanhar,respeitando as necessidades do outro/a, facilitando a toma de decisões e oritmo dos processos, utilizando empaticamente a pedagogia de Jesus.

Promovera conversão de nossas igrejas e assumir os riscos de escandalizar.

Difundirinformação sobre a problemática, colocando-se à disposição de fundações quetrabalhem com grupos vulneráveis.

Iniciaruma primeira aproximação com pessoas vulneráveis, o que exige formar-nos para otrabalho, procurando o fortalecimento e a reconciliação pessoal, a conversãodiária e o reconhecimento de minhas próprias limitações.

NO COMUNITÁRIO:

Rompero silêncio, criando espaços de diálogo, reflexão e ação, produto de processosde releitura da Escritura, confessional e da realidade.

Identificare reconhecer a estigmatização e a discriminação dentro de nossas igrejas, parapoder visibilizar e incluir os grupos vulneráveis (pessoas vivendo co HIV,trabalhadoras sexuais, usuários de drogas, LGBTI) de nossos próprios gruposeclesiais.

Fomentaro processo de conversão de nossas próprias igrejas, através de conversas, cinesforos, cursos, usando metodologias, como a investigação-ação-participativa.

Transmitira urgência de que nossas igrejas se envolvam no trabalho com os setoresexcluídos, encarnando-se na problemática do HIV e da AIDS.

Estabeleceragendas de oração com os nomes dos grupos vulneráveis e de pessoas paravinculá-las com os membros da comunidade e promover ações fora da Igreja.

Construiruma rede que permita o intercâmbio de experiências, materiais, entre outros,entre as diferentes comunidades eclesiais atualmente trabalhando na temática deHIV e AIDS.

Estabelecergrupos de apoio para o Trabalho Pastoral, participando em processos de capacitaçãopara tomar consciência de nossa própria vulnerabilidade.

Participarem liturgias e atividades no 1º De dezembro, Dia Mundial do HIV e AIDS.

Revisarnossos credos, cantos, leituras (confessional), para que haja coerência entrediscurso e ação, entre teologia e pastoral.

NO SOCIAL:

Articularcom instituições já estabelecidas, coletivos e movimentos sociais que conheçamsobre o tema e participar nas incidências das políticas públicas.

Assumircompromissos desde e para nossos espaços e envolver nossos contextos imediatos(família, vizinhos, comunidade).

Identificarinstituições e organizações dedicadas ao trabalho com grupos vulneráveis a fimde articular esforços baseados em princípios de corresponsabilidade, sinergia ecomplementaridade e realizar enlaces diretos com os conselhos comunitários.

Darseguimento aos compromissos assumidos por líderes políticos e religiosos, sendoauditores/as.

Solicitarao Clai informação sobre o cumprimento dos compromissos adquiridos e documentosassinados em torno à temática.

Realizarcursos de prevenção em escolas, liceus e universidades e usar as estruturas dasigrejas como espaços para desenvolver jornadas de capacitação sobre o tema,discriminação e direitos humanos, entre outros.

ADeclaração emitida em Caracas, em 26 de junho de 2011, foi assinada por:

AnaMaría Valera – Igreja Presbiteriana
Berlade Vargas – Igreja Presbiteriana
CésarHenríquez - Acción Ecuménica
CésarSequera - Igreja Metropolitana
Coromotode Salazar - Igreja Anglicana
ElisaMuñoz – Igreja Presbiteriana
JoséFrancisco Salazar - Igreja Anglicana
GerardoHands- Igreja Luterana de Valencia
IngridPacheco- Igreja Libre Cristo la Roca
JoséInfantes – Fundación Proyecto Vida
JosuéGómez – Pastoral Vida y Esperanza
LeónLedezma – Pastoral Vida y Esperanza
LisandroOrlov – Pastoral Ecuménica de Buenos Aires
Loidade Valera - Igreja Presbiteriana
MauroBellesi – Red Bíblica de Venezuela (REBIVE)
MorelisBeltrán – Igreja Presbiteriana
NatashaTellería – Igreja Presbiteriana
OvedDelgado - Igreja Libre Cristo la Roca
RaimyRamírez – Igreja Presbiteriana
ReginaCohene - Congregación Hermanas Maristas
SigridÁlvarez - Pastoral Vida y Esperanza
SolangeRondón - Igreja Libre Cristo la Roca
SoniaZerpa - Red Bíblica de Venezuela (REBIVE)
WistonFermín - Igreja Luterana de Valencia
YoirePacheco- Pastoral Ecuménica de Maracay

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