Os representantes dos 21 países-membros do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec) concordaram neste sábado com a necessidade de unificar critérios e programas para fazer frente ao terrorismo e garantir um comércio seguro, ao concluir a II Reunião sobre Segurança no Comércio, realizada em um balneário chileno.
Mais de 500 representantes dos países-membros se encontraram no balneário de Reñaca (Viña del Mar) para definir mecanismos de segurança no transporte marítimo, aéreo e no movimento de pessoas.
Os especialistas governamentais, de organismos internacionais e do setor privado analisaram o estabelecimento de unidades financeiras que garantam que o dinheiro procedente do comércio não seja destinado ao financiamento de organizações terroristas.
O objetivo do encontro foi buscar alternativas que permitam proteger as economias dos países que integram o Apec sem prejudicar os fluxos comerciais.
Para Mario Artaza, diretor-executivo da Secretaria do Apec, a reunião teve grande importância porque se trabalhou 'em torno de um inimigo comum como o terrorismo e sua ligação com o livre comércio na região mais dinâmica do planeta'.
Além de segurança marítima e transporte aéreo, os representantes analisaram o estudo de unidades de inteligência financeira, disse Artaza.
Em relação a este último ponto o representante chileno enfatizou que nunca tinha sido tratado no Fórum Ásia Pacífico, cujos países-membros geram 47 por cento do comércio mundial e são responsáveis por cerca de 55 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Artaza destacou também a importância dos membros do Fórum compartilharem experiências em relação à capacitação profissional 'já que a segurança do comércio não só é um tema de recursos, mas também de muito conhecimento e responsabilidade', sentenciou.
O chefe da divisão América-Latina e Caribe da Organização Marítima Internacional, Joe Espinoza, elogiou o desejo dos países que compõem o Apec de trabalhar de forma coordenada com o objetivo de aumentar a segurança.
Espinoza disse que a experiência de um país na aplicação de normas pode ser muito válida para outras nações, o que, na sua opinião, foi bem entendido nesta reunião.
Um exemplo disso é a plataforma informática 'Grafimar', utilizada pela Marinha do Chile para vigiar o comércio marítimo mundial, mecanismo que é tido como modelo para a região.
Os delegados de países como Brunei, Cingapura, Malásia, Vietnã Papua Nova Guiné manifestaram seu interesse em incorporar este sistema a suas economias.
A reunião de Reñaca foi precedida pela Primeira Reunião no Chile dos Altos Representantes do Apec e por mais de 10 dias de sessões dos 15 comitês do Fórum regional.
A ministra chilena da Defesa, Michelle Bachelet, insistiu na última sexta-feira que os delegados coordenem os níveis de segurança em seus países com o setor privado, 'o mais interessado em manter fluxos de comércio adequados e abertos'.
Critérios contra o terrorismo podem ser unificados pela Apec
Sábado, 06 de Março de 2004 às 17:16, por: CdB