Rio de Janeiro, 25 de Março de 2026

Cristo Redentor comemora 75 anos como santuário religioso

O mais famoso cartão postal do Rio de Janeiro é, a partir desta quinta-feira, o mais novo santuário religioso do país. A comemoração dos 75 anos do monumento foi marcada por uma missa realizada pelo Dom Eusébio Oscar Scheid, cardeal arcebispo do Rio de Janeiro e pela benção nas obras da Capela Nossa Senhora Aparecida, que será restaurada para receber atos religiosos.

Quinta, 12 de Outubro de 2006 às 10:26, por: CdB

O mais famoso cartão postal do Rio de Janeiro é, a partir desta quinta-feira, o mais novo santuário religioso do país. A comemoração dos 75 anos do monumento foi marcada por uma missa realizada pelo Dom Eusébio Oscar Scheid, cardeal arcebispo do Rio de Janeiro e pela benção nas obras da Capela Nossa Senhora Aparecida, que será restaurada para receber atos religiosos.

O Papa Bento XVI enviou uma mensagem em que parabeniza os católicos que aqui vivem pelo aniversário do Cristo Redentor e fala da importância do monumento.

- Em síntese, ele (o Papa) diz que se une às nossas celebrações, depois ele diz que o Cristo não está apenas para ser um monumento, mas ele é a força da luz, não só externa, mas a força interna de nossos corações e nossas mentes -, contou Dom Eusébio Oscar Scheid, cardeal arcebispo do Rio de Janeiro.

Inaugurada em 12 de outubro de 1931, dia de Nossa Senhora de Aparecida, a padroeira do Brasil, a estátua vai ganhar importância religiosa. Há dois meses, a Arquidiocese do Rio reabriu a capela que fica na base da estátua. Toda primeira sexta-feira do mês, é feita ali a oração do Angelus, na tradição religiosa, a oração celebra o momento em que o anjo Gabriel vai dizer a Maria que ela será mãe de Jesus.

A geografia do Rio de Janeiro foi alterada para sempre com a inauguração da estátua, de 36 metros de altura, criada pelo arquiteto cafioca Heitor da Silva Costa. A imagem do Cristo, no alto da montanha, aparece como ícone em caixinhas talhadas em madeira dos anos 30 e 40, em fotos, na criação de estilistas e em todo tipo de suvenir.

Diferentes versões cercam a construção da estátua de 1145 toneladas. Há quem diga, por exemplo, que foi um presente francês. O único francês envolvido na construção era, de fato, um polonês naturalizado, o escultor a quem o brasileiro Heitor encomendou o serviço.

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