Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

CRISTINA E SARKOZY CRITICAM ESPECULAÇÃO NO MERCADO DE COMMODITIES

Quarta, 14 de Setembro de 2011 às 07:05, por: CdB

BUENOS AIRES E PARIS, 14 SET (ANSA) - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e seu homólogo francês, Nicolás Sarkozy, criticaram o papel dos capitais especulativos na comercialização de commodities em meio à crise durante uma reunião no Palácio Eliseu, em Paris.
   
"Compartilhamos a preocupação argentina sobre os capitais especulativos em matérias-primas, o problema está na especulação, e não nos preços", diagnosticou Sarkozy, segundo citou o chanceler argentino Héctor Timmerman.
   
No encontro, que durou cerca de 50 minutos, o presidente da França também elogiou a recuperação econômica argentina após a crise de 2001 e o atual crescimento do país, e qualificou a mandatária como uma "líder política para a América Latina".
   
Para o chefe de Estado da França, a política econômica aplicada por Cristina demarcou "a necessidade de voltar mais recursos à economia real e evitar a especulação".
   
A mandatária argentina, por sua vez, atestou que, "para que estas políticas sejam eficientes, devem vir acompanhadas de uma ação coordenada contra os paraísos fiscais".
   
Sarkozy observou, no entanto, que a ameaça de calote argentino naquela época é diferente da crise que hoje enfrenta a Grécia, pois esta residiria em uma solidariedade de todos os países da zona do euro com o país.
   
A conferência de Estado também contou com a recordação, por parte de Sarkozy, da "rapidez com que foi resolvido o caso de Salta", província no norte da Argentina onde, no fim de julho, duas turistas francesas apareceram mortas com evidências de abuso sexual.
   
Nos dias seguintes ao crime, Cristina manteve constante contato com Sarkozy e autoridades locais para apressar as investigações e dar satisfações ao chefe de Estado francês. "Esta atuação fortalece a credibilidade argentina", reforçou hoje o presidente europeu.
   
O jornal argentino Clarín classificou a reunião como uma "ante-sala" da cúpula do G20 (grupo das 20 nações mais desenvolvidas do mundo), que ocorrerá no início de novembro em Cannes.
   
Após o encontro, a presidente da Argentina segue para a sede da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco), onde acompanhará a premiação das Avós da Praça de Maio com o Premio de Fomento da Paz Félix Houphouet-Boigny, concedido pelo organismo. (ANSA)


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