A produção industrial da zona do euro caiu pelo sétimo mês consecutivo em novembro, sinalizando um aprofundamento da recessão e fortalecendo as apostas do mercado que o Banco Central Europeu (BCE) irá cortar a taxa de juro de maneira acentuada na reunião desta quinta-feira. A produção industrial nos 15 países que usam o euro caiu 1,6% em novembro ante outubro e 7,7% na comparação anual, informou a agência de estatísticas da União Européia, nesta quarta-feira.
Economistas consultados pela agência inglesa de notícias econômicas Reuters esperavam uma queda mensal de 1,8%, e um declínio de 6,0% ano a ano. A Eurostat também revisou para baixo os dados relativos à produção de outubro para 1,6% de contração mensal, ante taxa informada anteriormente de queda de 1,2%, e um declínio de 5,7% ano a ano ante 5,3%.
Ajuda imediata
Com o objetivo de combater a crise que se instala na ilha, o governo britânico lançou nesta quarta-feira um programa para ajudar pequenas e médias empresas por meio de um refinanciamento de até 20 bilhões de libras (US$ 29,2 bilhões) em dívidas, para evitar problemas para as empresas com falta de crédito.
Economistas e representantes da indústria elogiaram a medida, que visa garantir a retomada do fluxo de crédito, mas alguns disseram que o programa não tem o escopo necessário e não será uma panaceia para a economia que caminha rumo à recessão. De acordo com o plano, o governo irá ofertar 10 bilhões de libras e garantir até 50% dos empréstimos feitos pelas empresas com faturamento de até 500 milhões de libras.
O ministro de negócios, Peter Mandelson, disse que o governo também fez provisões no montante de 225 milhões de libras contra possíveis calotes em empréstimos, embora ele tenha acrescentado que o risco disso ocorrer é "relativamente baixo".
Analistas questionaram o tamanho do programa.
– Uma garantia de 50% do governo para pequenas e médias empresas parece completamente inadequado – afirmou David Buik, da BGC Partners.
O plano é a mais recente tentativa do primeiro-ministro Gordon Brown de reanimar a economia e destravar o mercado de financiamento, afetado pela crise global de crédito.
Demissão em massa
O banco britânico Barclays informou, nesta quinta-feira, momentos após o anúncio do programa de recuperação econômica por parte do governo britânico, que está cortando mais postos de trabalho no Reino Unido nas operações de banco de varejo e comercial. Uma fonte próxima do assunto informou que o volume de novas reduções é de 2,1 mil empregos.
"O Barclays continuamente avalia suas operações e recursos para que funcionem de maneira eficiente de acordo com as necessidades dos clientes. Nas atuais condições do mercado, isso é particularmente importante", informou a instituição em comunicado.
Na terça-feira, o banco anunciou cortes de 2,1 mil empregos em unidades de gestão de investimentos, além dos 400 postos em departamentos de tecnologia no Reino Unido divulgados na semana passada.