Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Crise ronda o Brasil e produção industrial cai

A produção industrial recuou 1,3% em agosto na comparação com o mês anterior, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a expansão da atividade industrial é de 6% e no acumulado de 12 meses fechados em agosto, de 6,5%. A queda, segundo analistas, pode ser um dos primeiros sinais da contaminação trazida pela crise financeira em curso nos EUA, com a conseqüente redução no crédito e no consumo. Resultado não surpreendeu os economistas

Quinta, 02 de Outubro de 2008 às 09:54, por: CdB

A produção industrial recuou 1,3% em agosto na comparação com o mês anterior, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a expansão da atividade industrial é de 6% e no acumulado de 12 meses fechados em agosto, de 6,5%. A queda, segundo analistas, pode ser um dos primeiros sinais da contaminação trazida pela crise financeira em curso nos EUA, com a conseqüente redução no crédito e no consumo.

Os dados ficaram em linha com as estimativas de economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters, que esperavam uma queda de 1,1% na comparação mensal, e alta de 2,0% frente ao mesmo período de 2007. Segundo a pesquisa, houve queda em mais da metade dos ramos avaliados. Entre os 27 setores pesquisados, dos 15 que obtiveram resultados negativos, destaca-se o setor de produtos químicos, com variação de -5,5%. Também tiveram deflação o setor de alimentos (-3,1%) e refino de petróleo (-4,1%), devido a paralisação em uma das unidades.

Entre os ramos industriais que registraram avanços relevantes, os destaque são farmacêutico (4,9%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (3,9%), além de veículos automotores (1%). A pesquisa do IBGE mostra também que, dentre as categorias de uso, a queda mais relevante de agosto foi registrada pelos bens intermediários (insumos), com variação de -2,7%, o maior recuo da categoria desde outubro de 2001.

O setor de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis também teve taxa negativa (-0,3%), após avanço de 2,7% de abril a julho. Já os bens de capital (máquinas e equipamentos) registraram estabilidade (0,1%) e os bens de consumo duráveis recuperaram as perdas de julho (-4,3%) e avançaram 2,1%.

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