Rio de Janeiro, 30 de Abril de 2026

Crise política já atinge os Três Poderes, diz Delcídio Amaral

Presidente da CPI dos Correios, Delcidio Amaral (PT-MS) afirmou que a crise no país está deixando de ser política para se estabelecer entre os Poderes. O senador falou sobre a interferência do STF no processo de cassação movido pelo Conselho de Ética contra o deputado José Dirceu (PT-SP). (Leia Mais)

Sexta, 25 de Novembro de 2005 às 11:10, por: CdB

Presidente da CPI dos Correios, senador Delcidio Amaral (PT-MS) afirmou que a crise no país está deixando de ser política para se estabelecer entre os Poderes. A afirmação foi feita quando, em entrevista à imprensa, Delcídio respondeu sobre a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo de cassação movido pelo Conselho de Ética da Câmara contra o deputado José Dirceu (PT-SP) e sobre a concessão de liminares pelo Supremo, favorecendo corretoras e fundos de pensão que tiveram a abertura de sigilos bancário e fiscal aprovados pela CPI.

- Respeito o STF, agora acho que é preciso conversar, as coisas chegaram a uma situação quase insustentável. A crise está deixando de ser política e está virando entre os Poderes, e isso é muito complicado para o Brasil - afirmou o presidente da CPI.

Inviável

Para o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), sub-relator de movimentação financeira da CPI dos Correios, a partidarização da CPMI dos Correios, com o aumento na disputa entre petistas e tucanos, tende a inviabilizar as investigações. Segundo o parlamentar, em conversas com jornalistas na manhã desta sexta-feira, a CPMI começou com "o objetivo específico de analisar os seis empréstimos do Marcos Valério para o Partido dos Trabalhadores", compreendidos entre os anos de 2003 e 2004.

- Nosso objetivo era desconstruir os empréstimos - afirmou o parlamentar tucano.

Segundo o deputado Fruet, houve uma guerra de comunicação em torno do relatório parcial, após a leitura, no momento em que o nome do senador Eduardo Azeredo foi suprimido do documento.

- O problema é que isso não estava em questão. Os dados bancários de 98, 99 e 2000, que englobam a questão de Minas Gerais, ainda nem chegaram por completo. Mas fez-se um barulho tão grande, que essa guerra da comunicação eu vi que perdi. E decidi mudar o relatório - explicou.

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