Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Crise parece ceder nos EUA e na Europa, mas números indicam cautela

Quinta, 27 de Agosto de 2009 às 10:48, por: CdB

A economia norte-americana se contraiu mais lentamente que o esperado no segundo trimestre, conforme declínios menores nos gastos do consumidor e nas exportações compensaram uma liquidação recorde dos estoques, enquanto os lucros corporativos aumentaram, mostraram dados do governo nesta quinta-feira. O Departamento de Comércio informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 1%, inalterado frente à estimativa preliminar do mês passado. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam que o PIB recuasse 1,5% no segundo trimestre, após despencar 6,4% no período de janeiro a março.

Na Alemanha, a economia voltou a crescer no segundo trimestre de 2009, ainda que a crise financeira e econômica tenha provocado um sério déficit público na primeira metade do ano, informou o Departamento Federal de Estatísticas nesta quinta-feira. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou um aumento de 0,3% em relação ao primeiro trimestre, confirmando as previsões de crescimento.

Por outro lado, uma menor arrecadação fiscal e os altos gastos públicos por causa da crise levaram à escalada do déficit público no primeiro semestre para cerca de 17,3 bilhões de euros. A título de comparação, no mesmo período de 2008 havia em caixa um excedente de 7 bilhões de euros. O déficit atual representa 1,5% do PIB, ou seja, mesmo assim o país atende os critérios de Maastricht.

Crise espanhola

A economia da Espanha contraiu-se mais que o esperado no segundo trimestre, contrastando com a recuperação vista na Alemanha e na França, devido a uma deterioração da demanda interna. O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre caiu 1,1% sobre o primeiro, quando a retração foi de 1,6%, informou a agência nacional de estatísticas nesta quinta-feira.

O dado compara-se com a previsão do banco central do país de declínio de 0,9% e com a divulgação preliminar de queda de 1%. Em relação ao segundo trimestre de 2008, o PIB caiu 4,2%, a maior queda da série histórica iniciada em 1970. A demanda doméstica caiu 7,3% ano a ano, seguindo o recuo de 6,1% no primeiro trimestre.

A agência revisou os dados do PIB de 2008, mostrando agora expansão de 0,9% ante dado preliminar de 1,2%.

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