A Bolsa de Valores de São Paulo ampliava ainda mais as perdas na tarde desta segunda-feira, o que obrigou a administração da entidade a interromper os negócios pela primeira vez desde 1999. Às 15h49, o Ibovespa atingiu 10,16% de queda, aos 45.622 pontos. O giro financeiro era de US$ 3,46 bilhões. Esta é a primeira vez que a ferramenta é acionada desde 14 de janeiro de 1999, segundo a assessoria de imprensa da BM&F Bovespa. O medo ganhou força no mercado depois que os primeiros números da votação do pacote de ajuda de 700 bilhões de dólares mostravam vantagem para a rejeição do projeto na Câmara dos Deputados dos EUA.
No mercado norte-americano, as perdas aumentaram nesta segunda-feira, com o índice S&P 500 apresentando queda de mais de 7%, após a Câmara dos Deputados rejeitar o pacote de ajuda de US$ 700 bilhões às empresas em crise. A votação ficou em 228 votos contra o pacote econômico e 205 a favor das medidas propostas pelo governo Bush. As ações também apresentavam fortes quedas depois de o banco Wachovia ter se tornado o último grande banco norte-americano a sucumbir à crise de crédito global quando concordou em vender a maior parte de seus ativos ao Citigroup
Às 15h02 (horário de Brasília), o índice Dow Jones, recuava 4%, para 10.697 pontos. O índice Standard & Poor's 500 tinha desvalorização de 5,3%, a 1.148 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq tinha queda de 5,7%, para 2.058 pontos.
Dólar dispara
O dólar disparava mais de 5% nesta segunda-feira, seguindo a deterioração internacional, com os investidores após a rejeição do pacote de ajuda na Câmara dos Deputados norte-americana. Pouco antes, às 14h58, a moeda norte-americana decolava 5,13%, a R$ 1,948. No pior momento, o dólar chegou a subir mais de 6%. Os índices acionários em Nova York despencavam aproximadamente 5%, enquanto a Bovespa interrompia os negócios após atingir queda de mais de 10%.