Em meio às incertezas sobre a extensão dos problemas com as operações hipotecárias americanas, as Bolsas de Valores têm um novo dia de queda livre. O Ibovespa, principal índice de ações da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), sofre perdas de 2,61%, aos 52.042 pontos. O volume financeiro mostra a corrida dos investidores: R$ 1,98 bilhão, acima da média para o horário das 12h.
Seguindo a tendência de sempre disparar em momentos de crise, o dólar comercial é negociado a R$ 1,952 para venda, com forte alta de 1,34%. O risco-país marca 192 pontos, número 2,67% superior à pontuação final de ontem. Na Ásia, na Europa e nos EUA, as principais Bolsas fecharam em queda ou ainda operam com fortes perdas.
Após a tormenta nos mercados globais de quinta-feira, todas as bolsas européias abriram em forte baixa nesta manhã, contagiadas pela queda nas bolsas asiáticas nesta sexta-feira.Depois dos bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos terem intervido no mercado durante a quinta-feira, nesta sexta foi a vez do Banco Central do Japão injetar liquidez em seu mercado monetário.
A ação do BC japonês, de injetar US$ 8,5 bilhões, foi decidida após a bolsa de Tóquio operar em baixa de mais de dois pontos percentuais, registrando queda de 2,37% no fechamento, com o índice Nikkei perdendo 406,51 pontos e fechando a 16.764.
A Bolsa de Seul também registrou forte queda, de 4,2%, perdendo 80,19 pontos no fechamento.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou baixa de 3%. A mesma tendência de baixa foi verificada em Cingapura, onde a queda foi de 2,89%.
Na Europa, seguindo o movimento asiático os principais mercados também abriram em forte baixa.
A Bolsa de Paris também abriu em queda de 1,98%. O índice CAC 40 perdeu 111,28 pontos, situando-se a 5.513,50 na abertura. Londres também registrou queda de 1,73%, Frankfurt dcaiu 2,03% e o Eurostoxx 50 está em queda de 1,98%.
Nervosismo
Na quinta-feira, nem mesmo as intervenções dos bancos centrais da Europa e dos Estados Unidos conseguiram acalmar os mercados.
Os temores de um agravamento da crise no mercado de crédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos, os chamados “sub-prime”, fizeram as bolsas do mundo todo despencarem.
Na Europa, a situação ficou tensa depois que o banco francês BNP Paribas anunciou o congelamento das operações de resgate e de depósitos de três de seus fundos especializados no crédito imobiliário de alto risco nos Estados Unidos, que representam um valor total de cerca de 1,6 bilhão de euros.
O BNP Paribas é um dos maiores bancos da Europa, e os investidores temem que o sistema financeiro do continente seja afetado pela crise.
Em pânico, os investidores venderam em massa ações dos grandes bancos, expostos ou não ao risco dos “sub-prime”. Os títulos do banco francês BNP Paribas, que perdeu 3,78% ontem, e de outros bancos franceses continuam em queda nesta sexta-feira.