A crise econômica que se alastra nos EUA está longe de acabar. Esta é a avaliação do maior banco de investimentos do país, o JPMorgan Chase & Co, que se mantém cauteloso, como deixou transparecer o seu principal dirigente, James Dimon, á revista alemã Welt am Sonntag, que circula aos sábados.
- Nós podemos apenas especular quão profunda e quão longa será a recessão nos Estados Unidos e como isso vai impactar os bancos. Mas não vamos ter escapado da crise por um bom tempo. Imagine que precisássemos falar a nossos acionistas um dia, desculpem, mas a recessão nos EUA é tão ruim que nós quebramos. Nós precisamos ser capazes de garantir em todos os momentos que isso não irá ocorrer - disse Dimon aos jornalistas, embora não acredite que o papel do banco "seja fazer apostas sobre o futuro".
O JPMorgan contou com o apoio do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) para comprar o Bear Stearns, que ocupava a quinta posição no ranking dos bancos de investimentos dos EUA, que faliu após uma corrida ao banco. Segundo a revista, Dimon espera que a transação esteja concluída até 30 de junho, antes do esperado.