A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a segunda-feira pré-feriado em forte queda, seguindo de perto a piora no cenário externo em meio a novos receios sobre perdas de instituições financeiras relacionadas à crise de crédito.
O Ibovespa fechou em baixa de 3,52 por cento, a 62.336 pontos. O volume financeiro foi de quase R$ 10 bilhões - mais do que o dobro da média diária para o ano, inflado em R$ 4,6 bilhões de reais pelo exercício de opções.
Para se proteger do mau humor do mercado financeiro, o investidor está se protegendo nos títulos do tesouro americano, considerado o investimento mais seguro do mundo. Os títulos com prazo de dez anos atingiram valorização recorde em dois anos nesta segunda-feira.
Mercado americano
Nos Estados Unidos os principais índices operavam em queda de cerca de 1,5% a uma hora do fechamento do pregão. O índice dos principais ADRs brasileiros negociados em Nova York recuava 4,55%. O risco-país subia quase 4% por volta das 18h15, a 218 pontos.
O Goldman Sachs reduziu sua recomendação para as ações do Citigroup para "vender", citando uma dívida do banco de US$ 15 blhões relacionada à crise de crédito. De acordo com a instituição, o Citigroup dará baixa contábil dessa cifra nos próximos dois trimestres.
Além disso, a resseguradora Swiss Re indicou perda de US$ 1,1 bilhão com problemas relacionados aos empréstimos imobiliários de alto risco.