Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Crise norte-americana se agrava com extinção recorde de empregos

Os Estados Unidos perderam postos de trabalho pelo terceiro mês consecutivo em março, quando a taxa de desemprego chegou ao maior nível em dois anos e meio com indicação firme de ue uma recessão está em curso, lastreada pela crise imobiliária e de crédito que se abateu sobre o país. (Leia Mais)

Sexta, 04 de Abril de 2008 às 08:09, por: CdB

Os Estados Unidos perderam postos de trabalho pelo terceiro mês consecutivo em março, quando a taxa de desemprego chegou ao maior nível em dois anos e meio com indicação firme de ue uma recessão está em curso, lastreada pela crise imobiliária e de crédito que se abateu sobre o país. Nesta sexta-feira, o Departamento de Trabalho informou que em março houve redução de 80 mil empregos fora do setor agrícola, no maior declínio em cinco anos.

Para deteriorar ainda mais a situação difícil em que os EUA se encontram, o departamento revisou as perdas dos dois primeiros meses do ano para um total de 152 mil vagas, ante estimativa prévia de 85 mil postos fechados. A taxa de desemprego subiu de 4,8% para 5,1%, maior índice desde setembro de 2005. O relatório de março foi pior que o esperado. Analistas esperavam fechamento de 60 mil postos e alta do desemprego para 5,0%.

- Não parece haver nenhum lado positivo. O relatório mostra que estamos bem no meio de uma recessão que provavelmente vai durar algum tempo. Nossa expectativa é de que será uma recessão mais longa do que as duas últimas, e estamos apenas no começo - disse a jornalistas Carl Lantz, estrategista de juros do Credit Suisse, em Nova York.

A economia norte-americana eliminou, em média, no primeiro trimestre deste ano, 77 mil postos de trabalho por mês, em comparação com a abertura média de 76 mil vagas por mês no segundo semestre de 2007, segundo cálculos de Keith Hall, comissário da Agência de Estatísticas Trabalhistas. A extinção de vagas aumentou em março, com as maiores perdas em construção e manufatura. O emprego industrial caiu em 48 mil vagas, maior baixa desde julho de 2003.

Bolsas sem rumo

Diante das péssimas notícias relativas ao desemprego nos EUA, o mercado acionário norte-americano abriu nesta sexta-feira sem uma tendência definida. O Dow Jones Industrial Average, principal indicador da Bolsa de Valores de Nova York, às 10h32, sofria perdas de 0,31%, para 12.586 pontos, enquanto que o ampliado S&P 500 registrava alta de 0,18%, para 1.366 unidades, no mesmo horário. A Bolsa tecnológica Nasdaq também caia, em 0,07% pelo índice Nasdaq Composite, para 2.361 pontos.

Até a divulgação do dado, os índices futuros do Dow Jones e da Nasdaq Composite apontavam altas. O fato de que os dados sobre empregos seriam negativos era esperado pelos investidores, mas foram piores do que previam os analistas financeiros das principais corretoras de valores daquele país.

Pessimismo geral

Pesquisa realizada pelo diário norte-americano The New York Times e pela rede de TV CBS News, publicada nesta sexta-feira, mostra que quatro em cada cinco norte-americano acham que seu país vai "no caminho errado", no pior resultado em quase duas décadas. Segundo 81% dos 1.368 entrevistados entre 28 de março e 2 de abril concordam que "as coisas entraram seriamente num caminho errado" nos EUA. Há um ano, só 69% tinham essa opinião. Em 2003, eram apenas 35%.

Na opinião de 78% dos entrevistados, os EUA estão hoje piores do que há cinco anos. Só 4% acham que melhoraram. O NY Times disse que os norte-americanos nunca estiveram tão descontentes desde que a pesquisa começou a ser feita, no começo da década de 1990. A economia vem se tornando o principal tema na campanha eleitoral deste ano. O país sofre com uma crise hipotecária, e muitos economistas prevêem uma recessão para breve.

Ainda que a maioria dos entrevistados diga que ainda está resistindo à crise financeira, muitos estão preocupados com a situação econômica do país como um todo. Segundo o diário, 21% acreditam que a economia vai bem, menor índice desde o final de 1992, quando a recessão iniciada em meados de 1990 já tinha acabado havia mais de um ano. Na pesquisa, quase dois terços acham que os EUA já vivem uma nova recessão.

Ao responder às perguntas sobre a crise do crédito imobiliário, os norte-america

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