Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Crise norte-americana fica mais branda mas contração chega a 5,7%

Sexta, 29 de Maio de 2009 às 09:40, por: CdB

A economia norte-americana contraiu menos do que o preliminarmente estimado no primeiro trimestre, enquanto os lucros corporativos se recuperaram, segundo relatório do Departamento de Comércio divulgado nesta sexta-feira.

O Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produção total de bens e serviços dentro do país, retraiu 5,7% na taxa anualizada, informou o departamento, menos que os 6,1% estimados pelo governo no mês passado. A expectativa do mercado era de uma queda de 5,5% entre janeiro e março. A produção declinou por três trimestres seguidos pela primeira vez desde 1974-1975.

O Departamento de Comércio divulgou em seu relatório preliminar que os lucros corporativos depois de impostos subiram 1,1% no primeiro trimestre, no primeiro avanço em um ano, após queda de 10,7% no quatro trimestre. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam que os lucros caíssem 7%.

Crise na GM

No caso das montadoras, as empresas mais atingidas pela crise nos EUA, a General Motors e o grupo canadense de autopeças Magna International chegaram a um acordo inicial que pode resgatar a enfraquecida montadora alemã Opel, disseram fontes próximas das negociações nesta sexta-feira. Ambos os lados vinham tentando acertar um acordo sobre um memorando de entendimento que pode servir de base para um empréstimo-ponte de 1,5 bilhão de euros (US$ 2,10 bilhões) assim como uma solução para proteger a Opel de credores, caso a GM entre com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.

– Um esboço de acordo foi alcançado. A meta é acertar os detalhes que forem possíveis antes da reunião com a (chanceler alemã Angela) Merkel para assinar o memorando de entendimento nesta sexta-feira – disse uma fonte com conhecimento das conversações.

Expansão japonesa

Na contramão da crise norte-americana, a produção da indústria do Japão expandiu-se no maior ritmo em mais de meio século em abril, em grande parte em razão de uma recomposição de estoques e refletindo pacotes de estímulo de países parceiros comerciais como a China. A alta foi de 5,2%, a maior desde 1953, segundo dados desta sexta-feira. Analistas esperavam um avanço de 3,2%.

Foi o segundo mês consecutivo de alta após cinco meses seguidos de queda. Ilustrando a forte redução nos bens não vendidos, a relação estoques/vendas feitas caiu para 4,9 por cento em abril, após um recorde de alta em fevereiro. Uma pesquisa do Ministério da Economia mostrou que os manufatureiros esperam que em maio a produção salte 8,8% e depois suba 2,7% em junho.

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