O primeiro ministro polonês, Leszek Miller, decidiu afastar companheiros da coalizão de governo, deixando o seu Partido Social-Democrata liderando um governo sem maioria a quatro meses do plebiscito para a entrada do país na União Européia. Uma nota lida a repórteres pelo porta-voz de Miller - depois das conversações do primeiro-ministro com Jaroslaw Kalinowski, líder do Partido Camponês (PSL) e ministro da Agricultura - pediu ao presidente Aleksander Kwasniewski que demitisse os dois ministros do PSL no gabinete de esquerda de Miller. "O encontro confirma que não há chances para um futuro trabalho construtivo na coalizão de governo", disse a nota. O colapso da aliança de 16 meses ocorre depois do PSL ter votado na quinta-feira (27) contra uma proposta de taxa rodoviária de autoria de outro pequeno partido da coalizão, a União Trabalhista (UP). O afastamento do Partido Camponês representa um grande risco aos planos do governo de vencer o plebiscito de junho para a entrada da Polônia na União Européia. Embora 70% dos poloneses apóiem a entrada no bloco, a numerosa população rural teme a medida, e o clima pró-União Européia pode mudar se o PSL entrar para o campo dos "eurocéticos".
Crise no governo deixa Polônia mais longe da UE
Sábado, 01 de Março de 2003 às 17:14, por: CdB