Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Crise no Estadão mostra a nova face da mídia impressa: falência à vista

Domingo, 10 de Novembro de 2013 às 15:31, por: CdB
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A Folha da Manhã, do Grupo Folha, apoiou a ditadura e volta-se, novamente, à extrema-direita
A cada dia que passa, as empresas proprietárias de títulos da mídia impressa vêm arcando com um peso maior nas contas referentes aos insumos necessários à manutenção de suas publicações, tais como o papel e a logística necessárias a levar as edições diárias aos leitores. O mais novo sinal de declínio deste segmento industrial foi publicado em nota na revista semanal de ultradireita Veja, que circulou neste fim de semana. Intitulada "Marca de peso", a notícia assinada pelo colunista Lauro Jardim afirma que "o Itaú BBA tem em mãos um mandato para vender O Estado de S. Paulo. As Organizações Globo foram sondadas. Não se interessaram". Mais do que estar sendo vendido, o jornal centenário, hoje comandado por Francisco Mesquita Neto, não atrai investidores. Reflexo do que ocorre na mídia no mundo. Recentemente, o Boston Globe, que havia sido adquirido pelo The New York Times por mais de US$ 1 bilhão, foi vendido por apenas US$ 70 milhões. A missão do banco, portanto, não é fácil. Há dois anos, o banco BTG Pactual, de André Esteves, também tentou encontrar uma saída para o grupo, que chega altamente endividado à quinta geração familiar. A ideia de Esteves foi oferecer o Estadão ao outro diário conservador paulistano e concorrente, no mesmo segmento social, Folha de S. Paulo, de Otávio Frias Filho. A ideia era fechar o jornal dos Mesquita e reinar absoluto, no mercado anunciante de São Paulo. Mas a operação também não foi adiante. Em vez de comprar o concorrente, os executivos da empresa Folha da Manhã acreditam que sairá "mais em conta" simplesmente isolar o Estadão, tomando os seus leitores com um novo posicionamento editorial, mais à direita. Recentemente, a Folha contratou colunistas como Demétrio Magnoli, o cantor Lobão e Reinaldo Azevedo, todos de extrema direita. Ainda assim, segundo pesquisas internas do grupo Folha, nada é capaz de mudar o anacronismo dos jornais impressos. Segundo as estatísticas apuradas, quase já não existem mais leitores de jornais com menos de 30 anos, uma vez que os jovens se informam pela internet e pelas redes sociais. Diante da constatação de que não haverá leitores para jornais impressos no futuro, o que a Folha tem buscado é, simplesmente, competir pelos já existentes e que, hoje, assinam ou compram o Estadão.
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Edições digital e impressa