Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Crise não tira o brilho do Festival de Cannes

O Festival de Cinema de Cannes começa nesta quarta-feira com a comédia de animação em 3D Up, mas, com os estúdios reduzindo suas despesas em função da recessão. A cerimônia de abertura vai deslanchar 12 dias de exibições de filmes, entrevistas, tapetes vermelhos e festas no resort francês, que costuma atrair muitas das figuras mais glamurosas e poderosas do mundo do cinema. (Leia Mais)

Terça, 12 de Maio de 2009 às 09:26, por: CdB

O Festival de Cinema de Cannes começa nesta quarta-feira com a comédia de animação em 3D Up, mas, com os estúdios reduzindo suas despesas em função da recessão, o clima de otimismo no evento cinematográfico célebre por sua extravagância corre o risco de desaparecer em pouco tempo.

– Como todos os setores econômicos, estamos tendo que tomar muito cuidado –, disse Michael Barker, co-presidente da Sony Pictures Classics. – Todo o mundo tem receios –, acrescentou, ressalvando, porém, que serão fechados negócios mesmo assim.

Destacando a importância crescente do 3D, a cerimônia de abertura vai deslanchar 12 dias de exibições de filmes, entrevistas, tapetes vermelhos e festas no resort francês, que costuma atrair muitas das figuras mais glamurosas e poderosas do mundo do cinema.

Brad Pitt é aguardado em Cannes com o drama da 2a Guerra Mundial Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, que será um dos 20 filmes da competição principal disputando a Palma de Ouro de melhor filme quando o festival chegar ao fim, em 24 de maio.

A competição também inclui Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodóvar, com Penélope Cruz, Looking for Eric, de Ken Loach, estrelado pelo ex-astro do futebol francês Eric Cantona, e o terror Anticristo, de Lars von Trier.

Jane Campion, que levou a Palma de Ouro em 1993 com O Piano, levará ao festival Bright Star, baseado no romance entre o poeta do século 19 John Keats e Fanny Brawne.

Outros destaques incluem Taking Woodstock, de Ang Lee, sobre o festival de rock, e Spring Fever, de Lou Ye, com o qual o cineasta desafiou a proibição de fazer cinema por cinco anos que lhe foi imposta pela China em função de seu filme anterior, Summer Palace, também exibido em Cannes.

Fora da competição principal, é Terry Gilliam quem provavelmente levará o maior filme a Cannes. The Imaginarium of Doctor Parnassus inclui o último papel feito pelo falecido ator australiano Heath Ledger, que teve que ser concluído por Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law. 

Centenas de outros filmes serão exibidos fora da competição principal, muitos deles na feira que ocorrerá ao longo do festival e que reforça a importância de Cannes no mundo do cinema.

Os negócios continuarão a ser feitos, assim como as festas vão continuar, mas os participantes preveem que o clima será mais contido que nos últimos anos.

No lado positivo da moeda, os estúdios de Hollywood estão tendo um ótimo ano nas bilheterias, apesar da recessão global, e a relativa força do dólar vai elevar o poder de compra.

Mas a perspectiva de um arrocho prolongado do crédito, somada à queda nas vendas de DVDs e da publicidade, vai lançar uma sombra sobre Cannes, tanto sobre seus negócios quanto sobre a diversão.

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