Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Crise na zona do euro derruba as bolsas na Ásia

Preocupações sobre a crise de dívida da zona do euro se intensificaram e pressionaram as bolsas de valores asiáticas nesta quarta-feira, com investidores se afastando de ativos considerados arriscados. O índice da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,33% às 475 (horário de Brasília).

Quarta, 15 de Junho de 2011 às 08:51, por: CdB
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Preocupações sobre a crise de dívida da zona do euro se intensificaram e pressionaram as bolsas de valores asiáticas nesta quarta-feira, com investidores se afastando de ativos considerados arriscados. O índice da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,33% às 475 (horário de Brasília). Os mercados abriram em alta, com dados positivos das duas maiores economias do mundo encorajando os investidores a comprar ativos ligados a crescimento. Mas depois, temores sobre as perspectivas globais e a crise da Grécia derrubaram os índices, com ganhos apenas nas bolsas do Japão e da Coreia do Sul. Os ministros das Finanças da zona do euro não conseguiram concordar sobre como os credores privados da Grécia devem partilhar os custos do novo resgate ao país, colocando a responsabilidade nos líderes da Alemanha e da França para chegar a um acordo mais tarde nesta semana. A pressão de venda também aumentou depois que a agência de classificação de risco Moody's colocou as notas dos bancos Crédit Agricole, BNP Paribas e Société Générale em revisão para possível rebaixamento, tendo em vista os bônus públicos e privados da Grécia que eles possuem. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,28%. O índice de Seul teve valorização de 0,47%. Em Hong Kong, o mercado recuou 0,68% e a bolsa de Taiwan ficou praticamente estável, enquanto o índice referencial de Xangai perdeu 0,90%. Cingapura encerrou em baixa de 0,08% e Sydney fechou com perda de 0,40%. Rebaixamento grego Ainda nesta quarta-feira, a agência de classificação de risco Moody's Investors Service colocou os três principais bancos da França – BNP Paribas, Société Générale e Credit Agricole – em revisão para possível redução, citando a exposição deles à crise de dívida grega. "As ações de hoke refletem as preocupações da Moody's tsobre a exposição desses bancos à economia grega, seja por deterem diretamente bônus do governo ou crédito ao setor privado grego, seja por operar subsidiárias na Grécia", disse a Moody's em nota. Os ministros da zona do euro fracassaram na terça-feira em alcançar um acordo sobre como os detentores privados de dívida grega deveriam compartilhar os custos de um novo pacote para o país. Produção industrial Em meio às incertezas, a produção industrial da zona do euro contrariou as expectativas de declínio em abril e cresceu em relação a março, sinalizando um forte começo de segundo trimestre. A agência de estatísticas Eurostat informou nesta quarta-feira que a produção nos 17 países que usam o euro subiu 0,2% sobre o mês anterior e 5,2% na comparação com abril do ano passado. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam um declínio mensal de 0,2% e uma alta anual de 4,9%. O avanço deve-se principalmente à fabricação de bens de consumo duráveis, que aumentou 1,3% sobre março, e à produção de bens de capital, que se expandiu 0,5%. Isso ajudou a ofuscar a queda mensal de 3,7% registrada na produção de energia, durante a crise.
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