Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Crise na Cultura: Gil pode deixar o ministério

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, declarou nesta quarta-feira que poderá deixar o cargo, diante de uma "crise séria de gestão". Gil explicou que aguarda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma confirmação sobre sua permanência no comando do ministério. Gil disse que vai pedir a Lula um tempo para recompor a sua equipe. A situação do ministério se tornou ainda mais difícil com o pedido de demissão de três pessoas da confiança de Gil. (Leia Mais)

Quarta, 18 de Fevereiro de 2004 às 08:00, por: CdB

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, declarou nesta quarta-feira que poderá deixar o cargo, diante de uma "crise séria de gestão". Gil explicou que aguarda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma confirmação sobre sua permanência no comando do ministério. Gil disse que vai pedir a Lula um tempo para recompor a sua equipe. A situação do ministério se tornou ainda mais difícil com o pedido de demissão de três pessoas da confiança de Gil.

O assessor especial Antonio Risério, o coordenador nacional do Programa Monumenta, Marcelo Ferraz, e a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Maria Elisa Costa decidiram sair do Ministério da Cultura.

Os três assinaram uma carta endereçada ao ministro. O texto traz duras críticas à pasta e começa com a frase "Mais uma vez, infelizmente, o sonho acabou". A saída do grupo foi uma consequência da exoneração, nesta segunda-feira, de Roberto Pinho, secretário de Desenvolvimento de Programas e Projetos do ministério. A demissão de Roberto Pinho ocorreu por causa da polêmica parceria entre o ministério e o Instituto Brasil Cultural (Ibrac), para a implantação do programa Bases de Apoio à Cultura (BACs) e construção de 16 centros artísticos em áreas carentes do país.

Como o Ibrac é uma entidade sem fins lucrativos, não houve licitação, o que é permitido por lei. Advogados do ministério, no entanto, haviam alertado para problemas no processo, sendo ignorados por Pinho.

Roberto Pinho foi acusado por Juca Ferreira, secretário-executivo da pasta, de irregularidades no contrato que firmou com o Ibrac (Instituto Brasil Cultural) e de coletar de forma irregular a assinatura de Gil para o projeto.

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