Os prejuízos causados pela crise imobiliária nos EUA, embora impossíveis de serem mensurados agora, superam os US$ 600 bilhões, com bancos e corretoras ao redor do mundo arcando com cerca de 50% desse valor. O cálculo é do banco suíço UBS, em comunicado divulgado nesta sexta-feira. Ainda segundo a instituição financeira, "nossa equipe global estima que as perdas totais da indústria nesta crise financeira deve superar os US$ 600 bilhões"
- Os bancos e corretoras com ações em bolsa devem corresponder a 'apenas' US$ 350 bilhões - completou Geraud Charpin, estrategista de crédito do UBS, em entrevista a jornalistas.
"Cerca de US$ 160 bilhões dos US$ 350 bilhões já foram computados em balanços", afirma o banco. O American International Group, em comunicado ao mercado, divulgado nesta quinta-feira, reporta seu maior prejuízo trimestral em 89 anos de história: US$ 5,29 bilhões, e não atendeu a expectativas de Wall Street depois de ter sido atingido por uma baixa contábil em títulos expostos a investimentos vinculados a hipotecas de risco.
"A baixa contábil de 15 bilhões de dólares da AIG é a mais clara indicação de que os bancos não são os únicos a sofrer perdas potenciais", escreveu Charpin na nota.
O mercado ainda teme novas perdas com crédito, o que têm abatido os mercados de ações e de financiamento, com rumores de novos problemas surgindo quase que diariamente. O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, nesta quinta-feira, alertou que alguns pequenos bancos dos Estados Unidos podem falir por causa do estresse atual, que tem sido provocado por problemas no mercado imobiliário.
- Mas o sistema bancário continua sólido apesar disso - concluiu Bernanke.