Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Crise mundial do capitalismo se intensifica na Grécia

Quarta, 28 de Abril de 2010 às 09:54, por: CdB

O problema de dívida da Grécia obscurecia todos os mercados financeiros nesta quarta-feira, derrubando as bolsas de valores e levando o euro à mínima em um ano ante o dólar. Um dia após a agência de risco Standard & Poor's reduzir a avaliação da dívida grega para "junk", o rendimento do bônus da Grécia de 2 anos foi acima de 22%, o rendimento do título de 10 anos superou 900 pontos-básicos sobre os papeis alemães, e a comissão de mercados de capitais local suspendeu a venda a descoberto de ações.

– As chances de uma moratória da Grécia estão aumentando, não dia a dia, mas hora a hora. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e os governos europeus não aparecem com algo logo, então eu vejo o mercado caindo mais bastante rapidamente. Os investidores estão começando a reagir emocionalmente. No atual ambiente, é muito difícil se impressionar com lucros melhores do que o esperado – disse Koen De Leus, economista do KBC Securities.

O índice MSCI de bolsas de valores mundiais caía 1,15%, depois de perder mais de 2% na véspera. O indicador de ações dos mercados emergentes recuava 1,7%. As bolsas europeias atingiram a mínima em cinco semanas pela manhã, para depois recuarem 1,37%, segundo o índice FTSEurofirst 300. A crise levou o membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Juergen Stark, a pedir uma ação dos governos europeus.

– O ônus agora é dos governos para assegurarem que a crise que inicialmente afetou o setor financeiro e em seguida a economia real, não leve a uma crise de dívida soberana – afirmou ele.

O euro atingiu o menor patamar em um ano ante o dólar durante o pregão asiático. Pouco depois, era cotado a US$ 1,3190.

– É tudo por conta das reduções (de avaliação pela S&P) da Grécia e de Portugal. Sem uma solução para os problemas internos europeus, a tendência de queda do euro continuará – disse Dag Muller, estrategista do SEB.

Tags:
Edições digital e impressa