Os reflexos da crise econômica mundial ainda não chegaram ao Porto de Santana, localizado a menos de 20 quilômetros do Aeroporto Internacional de Macapá (AP). Mesmo assim, a administradora portuária teme que, a partir do próximo ano, a movimentação de cargas, na melhor das hipóteses, passe a crescer abaixo das estimativas atuais caso a crise se prolongue por muito mais tempo.
– Ainda não estamos sentindo [os efeitos da crise], mas acreditamos que se ela se tornar mais contundente, irá sim provocar uma desaceleração [do ritmo de crescimento] da movimentação de cargas – declarou o presidente da Companhia Docas de Santana (CDSA), José Adeilton Barbosa Leite, à Agência Brasil.
Segundo ele, até o momento, as previsões para este ano vêm se concretizando, e o prognóstico feito no início de 2008 deve ser atingido.
– Até porque já estamos perto do final do ano e também porque os contratos comerciais que foram firmados antes do início da crise (em meados de setembro) têm que ser cumpridos – explicou.
Para Leite, no entanto, pouca gente no mundo é capaz de dizer, com segurança, o que vai acontecer com a economia mundial nos próximos anos, de forma que ainda é cedo para responder quanto a crise poderá afetar as exportações e importações feitas por intermédio do Porto de Santana e, em conseqüência, a economia regional. Há ainda uma importante movimentação realizada pelos próprios ribeirinhos que transportam seus produtos em barcos de menor porte e que descarregam em vários pontos, inclusive ao longo da Avenida Beira-Rio, em Macapá.