Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2026

Crise leva investidor a buscar refúgios

Quinta, 16 de Agosto de 2007 às 09:55, por: CdB

Os investidores globais reduziam a exposição a risco nesta quinta-feira, levando as bolsas de valores para os menores níveis em vários anos e fazendo o iene saltar à medida que os operadores saíam de ativos de alto rendimento e optavam pela segurança dos bônus governamentais.

Algumas medidas de aversão a risco atingiram os maiores níveis desde os ataques de 11 de setembro de 2001 em meio aos temores de que os problemas do mercado de financiamento imobiliário de alto risco dos Estados Unidos, o chamado subprime, possam se transformar em uma crise para as empresas.

- Os efeitos do crédito dos EUA nos mercados globais continuam consistentes com um exemplo de contágio financeiro - disse Lena Komileva, economista da corretora Tullet Prebon, em nota a clientes.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações européias, caía 2,3%, enquanto o indicador MCSI dos papéis asiáticos exceto o Japão teve a pior performance em seis anos.

As bolsas de valores dos Estados Unidos também abriram em queda. O Dow Jones recuava 0,6%, o Nasdaq perdia 0,3% e o Standard & Poor's baixava 0,5%.

Mais cedo, o dólar foi abaixo da marca psicológica de 115 ienes pela primeira vez um ano.

O indicador iTraxx Crossover, medida de sentimento sobre o crédito na Europa, saltou fortemente, atingindo 400 pontos-básicos pela primeira vez em 10 dias.

O rendimento do bônus de dois anos da zona do euro caía 15 pontos-básicos e era negociado abaixo de 3,9% pela primeira vez desde o início de março, abaixo da meta de 4% do Banco Central Europeu (BCE).

- As ações moveram-se para sinalizar uma desaceleração econômica global, liderada por uma piora da crise financeira. Os mercados de ações parecem estar esperando um resultado muito pior do crédito do que a precificação dos próprios mercados de crédito - afirmou Tim Bond, diretor de alocação de ativos do Barclays Capital.

O Federal Reserve está injetando dinheiro nos mercados desde o início da manhã. Já o BCE ficou de fora do mercado pelo segundo dia seguido.

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