Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Crise leva Fórmula 1 a reduzir gastos

Glamour, tecnologia e muitos lucros. Com o apelo de GPs em lugares como Mônaco e Cingapura, a Fórmula 1 continua sendo um ótimo negócio para os homens que controlam o dinheiro no automobilismo.

Segunda, 23 de Dezembro de 2013 às 09:20, por: CdB
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A divisão entre os ricos e os coadjuvantes é evidente nas pistas
Glamour, tecnologia e muitos lucros. Com o apelo de GPs em lugares como Mônaco e Cingapura, a Fórmula 1 continua sendo um ótimo negócio para os homens que controlam o dinheiro no automobilismo. Esse negócio, que tem a firma de investimentos CVC como maior acionista, movimentou US$ 1,35 bilhão em 2012 e gerou um lucro operacional de US$ 246 milhões, depois de deduzido o pagamento às 11 equipes participantes. Isso poderia indicar uma farra nos boxes, mas as aparências enganam. Por trás das marcas de luxo, dos convidados VIPs e das suntuosas suítes de hospitalidade, muitas equipes menores lutam para sobreviver. Na semana passada, a agência inglesa de notícias Reuters perguntou a Tony Fernandes, empresário do setor aéreo e dono da equipe Caterham, se ele achava que há uma crise de custos no automobilismo. "Não é que eu ache. Há." - A gente ouve falar de pessoas que não receberam, fornecedores demorando muito para receberem. Certamente não são dias felizes - disse o malaio, cuja equipe, após quatro anos, nunca pontuou na categoria, e foi lanterna do Mundial em 2013. Quatro equipes a campeã Red Bull, mais Mercedes, Ferrari e McLaren têm orçamentos de 200 milhões de dólares ou mais, beneficiando-se principalmente da divisão de faturamento supervisionada pelo executivo-chefe Bernie Ecclestone, que é há décadas a figura dominante no esporte. Ecclestone, que enfrenta vários processos judiciais por causa do acordo com a CVC, há oito anos, criou um modelo de negócios único, que controla os direitos de transmissão, as taxas pagas pelos realizadores dos GPs, os patrocínios e os licenciamentos da marca. As equipes dividiram um faturamento de cerca de US$ 750 milhões no ano passado, mas estão questionando a estrutura que suga tanto dinheiro numa modalidade em que as equipes precisam fazer altos investimentos e viajar pelo mundo para disputar as 19 provas anuais. A divisão entre os ricos e os coadjuvantes é evidente nas pistas, onde Sebastian Vettel, da Red Bull, terminou a temporada vencendo as últimas nove corridas e com o quarto título consecutivo uma previsibilidade que desanima muitos torcedores. No ano que vem, as equipes precisarão gastar o dobro com motores, por causa da adoção do novo turbo V6 com sistema de recuperação energética. Por isso, teme-se que a disparidade entre equipes ricas e pobres se torne insuperável. - No fim das contas, podem restar apenas cinco equipes da Fórmula 1 se ela continuar desse jeito - disse Fernandes.
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