Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Crise leva banco inglês a demitir milhares mas inflação sobe e Grécia pede ajuda

O banco britânico Lloyds Banking Group (LBG), socorrido pelo Estado durante a crise, anunciou nesta quinta-feira a demissão de 15 mil funcionários até 2014, dos 106 mil que trabalham atualmente na empresa, como parte de um novo plano de cortes para sanear suas contas.

Quinta, 30 de Junho de 2011 às 08:37, por: CdB

O banco britânico Lloyds Banking Group (LBG), socorrido pelo Estado durante a crise, anunciou nesta quinta-feira a demissão de 15 mil funcionários até 2014, dos 106 mil que trabalham atualmente na empresa, como parte de um novo plano de cortes para sanear suas contas. O banco, do qual o governo britânico tem mais de 40%, informou em um comunicado que pretende economizar 1,5 bilhão de libras (US$ 2,4 bilhões) anualmente até 2014 com a drástica reestruturação. O Lloyds Banking Group também pretende deixar mais da metade dos 30 países em que está presente, também até 2014. O LBG, um gigante na Grã-Bretanha mas pouco conhecido no exterior, nasceu da fusão no início de 2009 do Lloyds TSB, que estava em boa situação, com o HBOS (Halifax-Bank of Scotland), que estava muito afetado pelos ativos "podres". A aliança foi concluída de maneira precipitada para salvar o HBOS, com a aprovação do Estado, que recapitalizou o novo grupo com bilhões de libras, que permitiram ao governo controlar 40% do capital. Desde o nascimento do LBG, o grupo registrou grandes prejuízos, em consequência dos "ativos podres" herdados do HBOS. O banco voltou a registrar lucro ano passado, mas voltou ao vermelho no início de 2011 e ainda é muito dependente dos fundos públicos (mais de £ 70 bilhões no fim de março) para financiar suas atividades. Ajuda europeia No auge da crise desencadeada por aqueles "ativos podres", a Grécia deu mais um passo na direção do arrocho exigido pela diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) para liberar uma nova parcela do empréstimo à república já endividada em mais de dobro do Produto Interno Bruto. O Parlamento da Grécia aprovou, nesta quinta-feira, a lei detalhada para implementação de um plano de austeridade de cinco anos, por 155 votos a 136, assegurando acesso a ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ambos demandaram que a Grécia aprovasse o plano antes de desembolsar 12 bilhões de euros da próxima parcela do pacote de ajuda concedido ao país. Inflação em alta Os reflexos das medidas de austeridade adotadas pela maioria dos países europeus, no entanto, têm gerado mais inflação no bloco. A alta anual de preços na zona do euro seguiu bem acima do teto do Banco Central Europeu (BCE) em junho, mas ficou estável em relação à leitura de maio. A agência de estatísticas Eurostat informou nesta quinta-feira que os preços ao consumidor da região subiram 2,7% sobre junho de 2010, mesmo dado de maio. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma leitura de 2,8%. O dado é preliminar e não inclui a variação dos preços na comparação mensal. A meta do BCE é manter a inflação levemente abaixo de 2%.

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