Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Crise grega é tema principal em cúpula da União Europeia

Os chefes de Estado e de governo dos 27 países da União Europeia (UE) se reúnem em Bruxelas nestas quinta e sexta-feiras para debater um segundo pacote de emergência para a Grécia.

Quinta, 23 de Junho de 2011 às 08:21, por: CdB
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Os chefes de Estado e de governo dos 27 países da União Europeia (UE) se reúnem em Bruxelas nestas quinta e sexta-feiras para debater um segundo pacote de emergência para a crise na Grécia. Antes da reunião, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, saudou o voto de confiança do Parlamento grego ao primeiro-ministro George Papandreou, mas salientou que os cortes nos gastos são "uma condição importante" para a ajuda ao país. Ao discursar diante de uma comissão parlamentar alemã, a chanceler disse que as nações da zona do euro que estão ajudando a Grécia desejam que a oposição conservadora do país apoie a política de austeridade do primeiro-ministro grego. O gabinete de Papandreou aprovou na quarta-feira um plano de austeridade de cinco anos, o primeiro passo para oficializar os cortes de orçamento. O Parlamento tem ainda que aprovar a lei, para que Grécia possa receber a próxima parcela dos 110 bilhões de euros do pacote de empréstimo concedido por UE e Fundo Monetário Internacional (FMI) para conter a crise grega. Se Atenas agir, o dinheiro fluirá Papandreou esteve em Bruxelas no início desta semana para assegurar que seu governo está fazendo tudo o que pode para chegar a um consenso em torno do seu programa de austeridade. – Gostaria de dizer que estamos determinados como país e como governo a implementar o programa, e espero que o Parlamento grego aprove o pacote – disse. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, comentou que a Grécia também precisa de apoio interno para as medidas de austeridade se quiser um segundo empréstimo da UE. – Na próxima semana, será o momento da verdade, em que a Grécia precisa demonstrar que está amplamente comprometida com o ambicioso pacote de novas medidas fiscais e privatizações apresentado pelo governo do primeiro-ministro Papandreou", disse. "Minha mensagem é clara: se Atenas agir, a Europa entregará – afirmou. A grande dívida da Grécia faz credores internacionais temerem que o país não seja capaz de pagar os títulos do governo. O empréstimo da UE e do FMI parece não ser suficiente para manter a solvência do governo. Adesão da Croácia Um acordo para encerrar as negociações de adesão da Croácia à UE parece estar próximo. O país celebra, aliás, seu 20º aniversário de independência neste fim de semana. O ministro do Exterior húngaro, Janos Martonyi, cujo país detém a presidência rotativa da UE até o final do mês, disse que ministros do Exterior da UE sugeriram na segunda-feira que os líderes europeus finalizem em breve as negociações para a entrada da Croácia no bloco. – As questões pendentes já estão sendo discutidas e resolvidas, de forma que agora há uma boa chance de que as negociações de adesão sejam concluídas até a meia-noite de 30 de junho – disse. Isso permitiria que a Croácia se tornasse o 28º membro da UE já em 1º de julho de 2013.
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