Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

Crise financeira gera redução da demanda de empresas e afeta economia brasileira

Além dos efeitos na concessão de crédito, a crise financeira internacional também está gerando redução da demanda na economia brasileira. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que 71% das empresas consultadas dizem que seus investimentos foram afetados pela crise e 57% estão revendo suas projeções de vendas para 2009. (leia mais) Os setores mais afetados são os exportadores de commodities e as montadoras

Sábado, 22 de Novembro de 2008 às 09:03, por: CdB

Além dos efeitos na concessão de crédito, a crise financeira internacional também está gerando redução da demanda na economia brasileira. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que 71% das empresas consultadas dizem que seus investimentos foram afetados pela crise e 57% estão revendo suas projeções de vendas para 2009.

De acordo com o gerente executivo de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca, a redução da demanda já era prevista para ocorrer depois da redução do crédito, mas ela veio mais rápido do que se imaginava.

- O que surpreendeu foi a rapidez com que a redução da demanda aconteceu. Isso ocorreu principalmente por causa das expectativas: as pessoas e as empresas se assustaram, então todo mundo  está dando um tempo para ver o que vai acontecer antes de decidir pelas compras - disse Fonseca, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Segundo ele, os setores mais afetados pela crise são os exportadores de commodities e os que dependem muito de financiamento, como a indústria automobilística.

Nos Estados Unidos, as três maiores montadoras do país – General Motors, Ford e Chrysler aguardam a aprovação de um pacote de resgate de US$ 25 bilhões no Congresso, prometido para ser votado até o dia 2 de dezembro.

Aqui no Brasil, a GM  divulgou uma mensagem institucional na qual afirma que, apesar de sentir as conseqüências da crise financeira norte-americana, a sede brasileira da empresa vai manter todos os investimentos programados para o país até 2012, como a construção da nova fábrica de motores em Joinville (SC) e o lançamento de um novo veículo que será produzido em São José dos Campos (SP).

A Ford divulgou no início do mês o balanço do terceiro trimestre do ano, que mostra um prejuízo líquido de US$ 129 milhões. A companhia também anunciou ações para reduzir custos e aumentar o resultado bruto da empresa, como a redução de 10% nos custos com pessoal e redução nos gastos de capital, manufatura, tecnologia da informação e na publicidade.

- As ações são para permitir que a Ford continue a implementar a seu plano de transformação de produtos, apesar da fragilidade continuada no mercado automotivo global e o ambiente econômico - diz o comunicado da empresa.

No entanto, na América do Sul a Ford diz que registrou um lucro de US$ 480 milhões, comparado aos US$ 386 milhões de um ano atrás.  A assessoria de imprensa diz que a empresa está evitando comentar os problemas enfrentados pela montadora nos Estados Unidos, para que a repercussão não cause impacto na confiança dos consumidores brasileiros.

A Chrysler não retornou o pedido de entrevista da Agência Brasil.

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